quarta-feira, novembro 15, 2006

Um desafinado Oboé

Um vinho com nome de um instrumento musical (de sopro, com timbre semelhante ao da clarineta, embora mais agudo e anasalado. Possui bocal de palheta dupla, situado no final de um tubo perfurado, de formato ligeiramente cônico. Introduzido na Europa no final do século XIV, foi aperfeiçoado no século XVII, na França. É geralmente utilizado como solista em passagens líricas).
Não tenho grande ouvido para a música, nem sou especialista na matéria. Gosto de ouvir simplesmente. No preparatório, as aulas de música eram, para mim, um autêntico suplício, um terror. Nem uns ferrinhos conseguia tocar decentemente. Ao contrário dos meus colegas, eu chumbei nesta disciplina. Uma mancha no meu percurso escolar, que eu nunca esqueci. Eram momentos de riso por parte dos meus pares. Odiava.
Agora este Oboé 2003 (Douro) podia ter dado outra música. Ter tocado um bonito solo, uma bela melodia, capaz de inspirar. Mas não. Teve um prestação muito triste, sem qualquer vivacidade, sem qualquer jovialidade. Aromas a passa, doce. Madurão. Pesadão. Chato...
Na boca, sem graça, sem piada e sem fogo. Um pobre espectáculo musical, ou melhor, um espectáculo enófilo que me desiludiu.
Decididamente não tenho grande tendência para a música.
Nota Pessoal: 12
Post Scriptum:
Distinguiu-se dos outros pares pelo curto tempo de atenção a que teve direito.

3 comentários:

Copo de 3 disse...

Eles bem tentam dar musica, mas desafinam que se farta

Anónimo disse...

Epá ó Rui...

A garrafa tava boa???

Esse vinho é impecável! Tem os taninos a mostrar os dentes é verdade... Algo excessivo... é verdade, aliás os 2003 foram quase todos assim.

MAS... 12????????

Provei-o no ECVS e não me pareceu nada disso.

Mas respeito claro! Mas não encaixo essa!

Paulo Pacheco disse...

e o fagote então...
fraquinho
fraquinho