segunda-feira, Março 26, 2007

4º DADO

Fazer quatro lançamentos e ter sempre sucesso é preciso ter a mão quente. É o que dizem os jogadores.
Dispensa grandes apresentações. Feito a partir de uvas do Douro (Quinta do Carril) e do Dão (Quinta da Pellada). Uvas escolhidas (e bem) por Dirk Niepoort e Álvaro Castro. Homens que não se contentam com o que têm. Continuam a descobrir novas coisas, a inventar, nas suas quintas, novos vinhos, desenvolvendo novos conceitos (pensemos no Pelada (mulher nua), no Diálogo). O consumidor agradece, e muito, esta constante explosão de ideias. Foi durante uma explosão de ideias, ocorrida em 2000, que estes dois senhores criaram um vinho chamado Dado. Paulatinamente enfiou-se no lote das preferências dos enófilos (pelo menos nas minhas). O rótulo é brilhante, naíf, esplêndido de simplicidade. O vinho pelo contrário, não é simples, não é vulgar, não é mais um. É um vinho!
Não consegui encontrar muitas palavras para definir o perfil, o carácter deste autêntido casamento entre as regiões do Dão e do Douro. Aliás, parece-me estar perante uma união consistente, com conteúdo, com futuro. Entrelaçam-se de forma (quase) brilhante a força, a robustez, a pujança do Douro, com o floral, o mineral, o silvestre do Dão. Não se percebe quem é que manda. Devia ser assim em todos os casamentos. Autêntica partilha de tarefas.
Para beber, para meditar, para desfrutar. Se um dia o encontrarem e o puderem beber, não se ponham a procurar aromas, sabores, problemas ou defeitos. Bebam. Foi feito para isso. Nota Pessoal: 17,5

Post Scriptum: Dado 2004

5 comentários:

Kroniketas disse...

"Só" 17,5? Numa escala de 20 acho pouco. Na minha escala dava-lhe uns... 9,5! É um vinho excepcional. Na qualidade e no preço!

Pingus Vinicus disse...

Kroniketas, um 9,5 na tua escala seria provavelmente algo parecido a um 19 ou 19,5 na minha escala. É muita coisa (para mim).
Mas concordo contigo quando dizes que é um vinho excepcional, mas já agora falas de que Dado?
Um abração

P.Rosendo disse...

Pingus, bebi o de 2001 o ano passado e achei-o um "jovem" ainda. Em relação ao de 2004 o que achaste?
Só para saber se valerá a pena bebê-lo já.

Pingus Vinicus disse...

P.rosendo fazes-me uma pergunta complicada. Bom, o que te poderei dizer é que o 2004 pareceu-me muito afinado, muito elegante
E naturalmente deliciei-me.

Agora, não está a morrer, longe disso. Se tiveres só uma botelha, não tenhas pressa.

P.Rosendo disse...

Exacto, eu sei que fiz uma pergunta complicada.
Eu achei o de 2001 como descreves o de 2004, talvez um pouco diferente mas com muito para dar já tinha uns anos.
Eu acho que devemos beber independente da idade mas depois de provar muitas vezes acho que vale a pena esperar. Foi o que aconteceu. Vou dar-lhe mais uns anitos. Isto e unicamnete porque provei o de 2001, se não beberia-o já.

Abraços