sábado, dezembro 08, 2007

Monte Maior 2005

Vou perder pouco tempo na descrição deste tinto. Existem momentos em que ao esticarmos a coberta, vemos que ela não dá para tudo. Tapam-se os pés. Destapa-se a cabeça.
Fruta em catadupa. Fruta madura. Muitas amoras, carradas de ameixas (informações do contra-rótulo). Esbugalham-se os olhos. Pelo meio da fruta, tentei olhar para a frente, para os lados e para atrás à procura de qualquer coisa diferente. Por momentos, animei com umas pequenas sugestões vegetais. Mas a fruta voltou. Sempre madura e sempre a mesma. Soltaram-se enormes bocejos. O dedo batia na mesa, cabeça estava inclinada e sobrolho descaiu. Não há mais nada? Tudo muito trivial, roçando o desinteresse.
Fruta na boca. Fruta do principio ao fim. Apresentava-se com fruta, deixava fruta por todo lado e ia-se embora deixando fruta. Mais nenhum sabor para partilhar. Pouco ficou na memória. A estrutura era débil. Demasiado ligeiro para continuar a falar dele.
Percebe-se que é feito para ser bebido e pouco mais. Caramba podiam (lá na Adega Mayor) ter feito a festa mais barata para o consumidor. Por (quase) 7€ torna-se numa péssima opção. Engrossa, apenas, as prateleiras de vinhos indiferenciados. Nada mais. Num confronto com este, perde por Knock Out. Ambos são alentejanos e têm a mesma idade. Nota Pessoal: 12,5

Post Scriptum: A minha sorte foi o cafézinho que tomei no final da refeição. Deixou mais sabores, mais aromas.

5 comentários:

Copo de 3 disse...

Eu por momentos pensei que tinhas caído para dentro de um cesto de fruta daqueles altos e que não conseguias sair :)

Pingus Vinicus disse...

Foi quase, ainda por cima era toda igual. LoL

Chapim disse...

Por acaso este fim de semana também o provei. E a sensação foi um pouco a mesma. Muito unidireccional. Boas provas!

Nuno de Oliveira Garcia disse...

Meus caros,

Nunca o provei. Mas o topo de gama (Garrafeira) deixou-me muito boa impressão (um vinhão).

Em todo o caso, uma boa gama deve começar com um bom vinho base e não apenas terminar num grande vinho ("penso eu de que").

Infelizmente, pelo que leio, não parece ser o caso...

Abs.

N.

Pingus Vinicus disse...

Nuno um vinho chato e caro!