terça-feira, janeiro 01, 2008

Viajero Cabernet Sauvignon

Assim foi. Num ápice lá voltei (ao LIDL). Tinha esperança que as surpresas continuassem. Trouxe para casa o Cabernet Sauvignon (Viajero Gran Reserva 2006). Esta casta que tem dado água pelas barbas.
Este chileno andou, durante algum, preso a aromas que levaram as narinas para o meio de carvão, da grafite (e onde se mantiveram durante algum tempo). Acompanhavam com algo ou alguém que largava um odor metálico, meio ferroso. A evolução permitiu que fossem acordando lentamente cheiros a ginja, a bagas vermelhas, a licores. Casca de árvore, bálsamos e terra negra iam surgindo com o girar do copo. Canela e baunilha especiavam o vinho. Incomodativo era a constante sensação ferrosa. Andava por ali. Um pouco mais longe, um pouco mais perto. Chata.
Não tendo muitos recortes técnicos, mostrou-me que sabia tocar a pauta decentemente. Está certo. Numa equipa também são precisos operários. As estrelas servem, apenas, para marcar a diferença. O que são umas sem as outras?
Na boca sentiam-se sabores levemente mentolados, envolvidos por sugestões silvestres. Mantinha-se lá dentro discretamente, de forma aprazível e amena. Os taninos pareceram-me finos (talvez em demasia). Com razoável arredondamento. Apesar de calmo e correcto, ganharia mais se mostrasse um pouco mais de garra, de arcaboiço.
Olhando, globalmente, para este Cabernet Sauvignon de marca branca, arrisco afirmando que portou-se melhor nos aromas que nos sabores. Não foi tão consistente como o carménère.
É, no entanto, mais um exemplo que os vinhos podem andar por muitos lados. Nota Pessoal: 13

Post Scriptum: Curioso foi a (quase) ausência de pimentos. Nada mau.

Posfácio
Para terminar este circuito, digo-vos que achei graça ao Sauvignon Blanc (2007). Mostrou, na totalidade, aromas e sabores identificativos da casta. Bom para aperitivo. O Pinot Noir&Syrah (2006) revelou ser um vinho apelativo. Para agradar à malta.
Não irei escrever qualquer texto sobre eles (que pertencem à família Viajero Grand Reserva). Acabaria por tornar a coisa chata. Uma sequela interminável e redundante.

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