sexta-feira, Agosto 31, 2007

Odisseia

É o primeiro contacto que tenho com este nome, em qualquer das suas versões. Coube-me a sorte provar o Reserva de 2005. Um vinho, do Douro, que pareceu-me (algo) exuberante, com (muita) vivacidade e alegria. Cheiros a bagas vermelhas, licor de groselha e flores marcavam o perfil deste tinto de forma vincada. Aliás, o vermelho era a cor que mais dominava. Uma breve (imaginativa) nota a pedra lascada tentava conferir ao vinho um pouco mais carácter, mais sobriedade.
Na boca revelou (alguma) finura e equilíbrio. Apesar do porte mediano, os taninos, juntamente com a acidez, disponibilizavam uma curiosa sensação de secura, mostrando um lado mais adulto, mais maduro.
Globalmente, diria-vos que, apesar de não ser um estrondo de vinho capaz de arrebatar o coração, gostei dele e aproveitaria a sua juventude ao máximo (que expressão complicada). Cativou-me pela sua jovialidade, pela irreverência do seu comportamento, pela frescura que apresentou. De qualquer modo, poderá ser interessante observar a sua evolução nos próximos tempos. Ver se ele tem mais qualquer coisa para nos dizer, evitando que caia no esquecimento (e, que um dia, digamos: era apenas mais um vinho). Nota Pessoal: 14,5

quinta-feira, Agosto 30, 2007

Quinta de São Sebastião II

Poderá ser vergonha mas, aqui entre nós, nunca tinha provado (acabou por ser bebido) o Lima Mayer (2004). Razões? Sinceramente não sei. Muitas marcas, confusão na escolha, falta de referências (apesar de conhecer bem o enólogo). As possibilidades serão certamente inúmeras e todas elas possuem um grau de razoabilidade grande (para mim). Não valerá a pena repetir, portanto, argumentos sobre a catadupa de marcas que vão surgindo no mercado. Bom, mas falemos do vinho.
Chocolate amargo misturado com café em grão eram os odores que sentia, em primeiro lugar. A fruta, que foi surgindo, apesar de madura parecia-me fresca e saborosa. Suculenta será, provavelmente, o adjectivo mais adequado. Impressões a cedro, a mato húmido (os aromas da floresta marcaram presença forte), transmitiam um carácter diferente, longe dos tradicionais vinhos alentejanos quentes e madurões (que me perdoem aqueles que gostam do género). Com a natural evolução temporal, foi caindo em gostosas notas de baunilha e tabaco.
Senti classe, equilíbrio, alguma delicadeza. Dava-me a leve sensação que, de vez em quando, o nível de complexidade atingia patamares interessantes.
Passemos ao paladar. De uma forma geral, notei correspondência entre os cheiros e sabores. Havia consonância. Chocolate amargo, silvestre, balsâmico. O final, apesar de mediano, era fresco.
Resumindo, um tinto que já merecia ter sido provado por mim (que soberba da minha parte). Gostei francamente e voltaria a bebe-lo sem qualquer constrangimento. Nota Pessoal: 16

Post Scriptum: Também este nasceu na Quinta de São Sebastião (Monforte).

quarta-feira, Agosto 29, 2007

Quinta de São Sebastião I

Um dos problemas do nosso país foi e ainda será, durante muitos anos, a dependência excessiva dos subsídios (vindos da União Europeia). Mal aplicados, esbanjados em coisas sem sentido e supérfluas. Agora, olhamos para trás e reparamos no que devia ter sido feito e não foi. Não foi acontecimento raro na nossa história. Lembremos a Epopeia Marítima. Trocávamos ouro, especiarias, madeiras, marfim, por produtos manufacturados da Flandres, do Norte da Europa.
Subsídio (2005)
é, também, o nome de um vinho tinto produzido pela empresa Lima Mayer. Um vinho destinado a ser consensual. Para agradar a um vasto leque de consumidores. Destinado a dar prazer, para ser bebido despreocupadamente numa refeição. Um tinto moderno onde a marca da terra em que nasceu (Alentejo) está (bem) presente.
Em pormenor, diria-vos que temos um tinto marcadamente frutado, quente, onde as sugestões de compota marcam presença de forma assertiva e definem de uma forma geral o perfil do vinho.
Cheiros a caruma, eucalipto, juntamente com uma curiosa ponta química proporcionavam maior riqueza aromática e davam mais pica ao vinho. Alguma evolução para chocolate e tabaco.
Na boca, pressentiam-se as bagas, as ginjas. O vegetal, aqui mais vincado, refrescava. O binómio taninos/acidez ofereciam uma agradável inquietude. Em súmula, um vinho directo, redondo, bem feito (quem sou eu para dizer isto) e agradável. Na mesa será bebido sem qualquer problema (atenção à temperatura. A doçura pode estragar tudo). Nota Pessoal: 14,5

Post Scriptum:
Quinta de São Sebastião (Monforte) é o local onde é produzido este vinho, baptizado com este curioso nome.

terça-feira, Agosto 28, 2007

Prova Régia 2006

Não perderei tempo com grandes considerações.
Andei longe dele
durante quase 6 anos. Foi um dos meus brancos preferidos. Depois, começaram a surgir comentários de que não andava bom, que não era a mesma coisa, que tinha perdido o interesse. Influenciado ou não, acabei por afastar-me dele.
Agora aparece com nova roupa, mais moderno, mais apelativo. Os comentários, esses, não melhoraram. Arrisquei mais uma vez. O primeiro gole foi feito com (muita) desconfiança. Estava preparado para bater nele. Para dizer que já não era o velho Prova Régia. Enfim, preparado para dizer mal. No entanto, o impacto foi muito agradável. Fruta branca, tropical. Muito citrino. Fresco, muito fresco. Estaladiço, crocante, vibrante. Com uma ligeireza agradável. Simples, mas nada simplório. Um vinho que continua a ser um belo branco, saboroso e refrescante. Nota Pessoal: 14,5

sábado, Agosto 25, 2007

Encruzado de Aranda

Existem vinhos que, por uma razão ou por outra, caminham longe das luzes da fama. Encontram-se esquecidos, Sentam-se nos lugares mais escondidos (tal como os alunos tímidos). Quase ninguém olha para eles. Quem são? O que são? De onde vêm?. São perguntas que facilmente poderão surgir. Como tornear a questão? Arriscar, não ter medo de provar um vinho menos famoso. As surpresas podem ser boas e poderão alargar, mais um pouco, o (nosso) conhecimento enófilo. Casa Aranda, um vinho do Dão, é provavelmente um nome que ainda não aparece nas primeiras opções dos consumidores. Peguei no branco, num encruzado de 2005 e, desta vez, olhei para ele com mais atenção. Dei-lhe a oportunidade para falar livremente, sem qualquer constrangimento, sem qualquer limitação. Da minha parte assumi, apenas, a postura: deslumbra-me.
Aromas, iniciais, austeros. Bem composto na boca. Surpreendeu-me pela lentidão que foi abrindo. Nada de pressas. Dava a entender que queria ser tratado, que gostaria de ser tratado como se fosse um tinto (comentário cheio de preconceito). Iniciou com cheiros petrolados (que se mantiveram mesmo no outro dia), que se envolveram com impositivos aromas minerais. A fruta, madura, dava a sensação que estava molhada pela humidade da manhã. Sedosa, perfumada. Tive um pequeno regresso ao passado e lembrei-me da macieira de bravo de esmolfe que se encontrava precisamente no meio do quintal. Enorme que ela era. A evolução (do vinho), tal como um entardecer, transmitia cores amareladas. Feno, amêndoas, avelãs (quem teve o privilégio de as comer nas árvores? Tão simples). A vivacidade mantinha-se. A frescura mantinha-se. O prazer continuava. A surpresa era muita. Comparando com a vida, pensei bastas vezes: Quantos andam por aí e não têm a oportunidade de ser conhecidos, de mostrar o que sabem fazer. Neste caso, não custou muito. Apenas 4,99€. Estava lá atrás, meio tapado, numa prateleira de um hipermercado. Nota Pessoal: 16

quarta-feira, Agosto 22, 2007

Douros distintos

Por vezes, sou assaltado por momentos enófilos que pode sugerir que sou eno-esquizofrénico. Com comportamentos distintos quando confrontado com vinhos distintos. Pessoalmente, passo do céu ao inferno e vice-versa, com alguma facilidade. Assumo que gosto daquilo que gosto e não me preocupo, ou eventualmente perceber, do que não gosto. Reorientado o que disse, diria que a caminhada que tenho vindo a fazer dá-me (algumas) seguranças pessoais para escolher e beber (e comprar) apenas o que gosto e o que quero. Não tenho, como disse mais que uma vez, paciência para andar atrás do que os outros dizem. Tive, já, alguns dissabores pessoais por dizer que não gostei determinado vinho. Primas Donas que não podem ser tocadas, nem sequer questionadas. Acredito que os gigantes também se abatem. Lembrem-se de David e de Golias.
Esta lenga-lenga serviu apenas para introduzir dois vinhos tintos do Douro que são sintomáticos do meu comportamento enófilo e, ao mesmo tempo, obrigar-vos a perderem mais um pouco do (vosso) tempo disponível. O primeiro, Pilheiros Grande Escolha 2004 (engarrafada por Lavradores de Feitoria) é um exemplo de um estilo que ainda teima em aparecer. Marcado pelos excessos (que dominaram a toda a linha). Continuo a não perceber (provavelmente défice pessoal) a continuada aposta em vinhos marcadamente brutos, com pouca educação, que magoam, que arrepiam. Que arreliam (não vale a pena chatear-nos com coisas que deveriam fazer precisamente o contrário). Usam do exagero para se mostrarem, para marcarem a diferença. Nota Pessoal: 13
No outro lado, temos um Estopa Vinhas Velhas 2003 que revelou um acerto, uma classe que merece aplausos (da minha parte). Aplausos para uma delicadeza, uma suavidade reconfortante. Acalmava, não irritava. Um tinto que dificilmente se antipatiza, que facilmente agrada (ou não). Lembrou aquelas pessoas que são aceites em todo o lado. Diplomatas, conciliadoras, que gostamos de ouvir falar. Os aromas, os sabores mostravam uma cadência certa. Um belo e interessante vinho. Nota Pessoal: 16,5

É incrível como os olhares sobre o vinho podem ser tão díspares, tão antagónicos, tão diferentes. No abstracto, o ideal seria um vinho feito a partir desta dupla. No fundo, representam o que o Douro tem para oferecer. Rudeza, excesso, sedução, paixão.

segunda-feira, Agosto 20, 2007

Regresso a Santar

Motivado pela classificação que teve o tinto de 2004 na Revista de Vinhos do mês de Julho, acabei por tomar a decisão de regressar, mais uma vez, a Casa de Santar. Há muito que me tinha afastado dos tintos desta casa. Pareciam que não tinham alma, que andavam meio tristonhos. Era invadido pela nostalgia quando olhava para eles nas prateleiras. Os seus vinhos fazem parte da minha história enófila. Os Reservas de 1996 e 1998 são ainda recordados (por mim) com alguma saudade. Depois um nevoeiro obscuro abateu-se na adega desta distinta casa. Parecia perdida, sem rumo, sem tino. Afastei-me durante um largo período.
Com a entrada no universo da Dão Sul, reparei que surgiam mexidas, alterações, mudanças que apontavam para o ressurgimento da glória de outrora. O Branco Reserva, partilhado por mim aqui, juntamente com Condessa de Santar (br) e Conde Santar (tn) são exemplos sintomáticos dessa aparente mudança de rumo.
O que trago a palco é o tal tinto de 2004 que ocupou o primeiro lugar num painel preenchido apenas por vinhos de preço inferior a 4€ (comprei a 4,99€ no Intermarché).
Talvez por ter andado longe (e provavelmente influenciado pela boa prestação que teve), notei alterações significativas no vinho. A espinha dorsal estava bem delineada, bem projectada. Um estilo muito correcto, limado. Achei o vinho equilibrado, com uma elegância, com um aprumo, por vezes, difícil de encontrar nesta gama (baixa) de vinhos. A fruta e a madeira estavam bem envolvidos. Uma dupla afinada. Adjectivos como sedoso e acetinado são bem aplicados aqui.
O que mais me surpreendeu foi (voltar) sentir uma pequena ponta aristocrática que tinha andado desaparecida, durante muito tempo. Talvez em demasia. Um tinto para ser desfrutado enquanto é jovem. Cumpriu muito bem o papel atribuído. Nota Pessoal: 15

Um regresso feliz, desejado. Esperemos que as luzes, os salões voltem a brilhar. Que os jardins voltem animar, que as vinhas tragam novamente a classe aos copos dos consumidores.

Post Scriptum: Apesar de ter regressado a casa, de andar a preparar as coisas para voltar à escola (que faço esta semana), ainda não me libertei do espírito das férias. O que se reflecte na pouquíssima vontade em escrever por estas bandas.

quarta-feira, Agosto 15, 2007

Outra vez o síria de Castelo Rodrigo (2006)

Regresso a um vinho branco já provado e badalado por estas bandas. Um branco da Beira Interior (e da Cooperativa de Figueira de Castelo Rodrigo), feito unicamente com a casta síria. Mantêm, de grosso modo, o estilo da colheita anterior (2005) e continua a ostentar um preço muito razoável. Ronda os 3,5€.
Muito clarinho na cor. Fazendo uma grosseira comparação (mais uma entre tantas que faço), diria que estava perante um espelho, onde as imagens reflectiam sem qualquer distorção. Aromas joviais, alegres, repletos de flores brancas, tangerina e laranja. Era como se estivéssemos perante um prado. Laivos de maçã verde, erva e pedra molhada davam-lhe um aspecto limpo, viçoso.
Na boca mostrou-se fresco, bastante citrino, com alguma mineralidade.
Um vinho correcto, bem feito, destinado a dar prazer no dias de calor.
Começa a revelar alguma consistência de ano para ano. Não sendo um super-vinho, (não será esse o objectivo), é uma proposta que merece ser desfrutada enquanto a exuberância aromática e gustativa forem o ganha pão deste vinho. Nota Pessoal: 14,5

Como sempre, não aceito reclamações.

terça-feira, Agosto 14, 2007

Somontes Grande Escolha 2005

Prefácio

Regresso a casa. As férias caminham para o seu epílogo. Este ano, fui assolado por um estado de alma estranho, algo pesaroso. Fui assombrado por memórias, por lembranças de acontecimentos, de pessoas (a minha mãe) que há algum tempo foram embora. Tomei consciência que, há muito, ando a fingir que o contínuo do tempo não teve qualquer quebra, que se desenrola da mesma forma.
Olhava para os locais, para alguns marcos e havia sempre qualquer coisa que entristecia. Baixava a cabeça e mirava a vida de outra forma. Ela não está cá! Outros não estão cá.

Durante a minha passagem lá por cima, o contacto com o vinho foi bastante reduzido. Quase residual. Foram bebidos apenas vinhos regionais, sem grande significado para a massa consumidora que habita nas grandes urbes e que gosta apenas de super-estrelas. Os preços nunca ultrapassaram os 4€.
De todos eles, escolhi para a rentrée mais um vinho da Casa da Passarela (que parece que está a ressurgir um pouco das cinzas, criando vinhos com mais estrutura, bem mais compostos).
Depois de um Casa da Passarela tinto 2005, aqui partilhado, e um Touriga Nacional do mesmo ano, apresentado à comunidade enobloguista, calhou a sorte ao Somontes Grande Escolha 2005. Um tinto elaborado com Aragonez e Touriga Nacional (indicações do contra-rótulo).
No copo, a cor mostrava uma tez escura, aparentando alguma concentração. Nas primeiras abordagens feitas ao vinho, pareceu-me fechado, bastante indefinido. Senti uma timidez algo despropositada. Caramba, falávamos a mesma língua, éramos da mesma terra. Não haviam razões para tanta desconfiança.
A evolução encarregou-se de mostrar um vinho com algum carácter e estrutura interessante. Carregado de cheiros silvestres, balsâmicos e minerais. Presença de um toque rural dava-lhe a alma da terra.
Na boca, levemente pastoso, mastigável, conciliando correctamente a acidez com os taninos. Agradável. Um tinto que poderá de melhorar mais um pouco. Não será para grandes guardas (digo eu), mas é capaz de ser engraçado observar a sua evolução de mês para mês. Por 3€, a brincadeira fica barata. Arrisquem que ele é um bom parceiro para comida. Nota Pessoal: 14

Posfácio
Voltemos, agora, à vida real.

quarta-feira, Agosto 01, 2007

Muga 2006. Um branco da Rioja

Viver num país produtor de vinho, à primeira vista, oferece inúmeras vantagens. O vinho está, mesmo ali, à mão de semear. No entanto, quando se trata de vinhos estrangeiros, o cenário altera-se substancialmente. O natural afastamento de vinhos oriundos de outros países faz com que na hora da escolha surjam (muitas) dúvidas. Os nomes são desconhecidos e pouco ou nada dizem (não falo das super-estrelas. Essas são conhecidas em todo o lado). O aprofundamento do conhecimento vai evoluindo conforme a disponibilidade da carteira e dos euros que ela contém.
Foi embrulhado nesta bruma que escolhi um branco espanhol. Muga 2006 (Bodegas Muga). Um branco da Rioja fermentado em barrica e construído por Viura e Malvasia Fina numa relação de 90% para 10%.
Muito suave no trato. Aromas a flor, fruta branca e erva verde, marcaram o acto de apresentação. Um ligeiro fumado, juntamente com uma agradável ponta mineral, melhorava a prestação do vinho, tornando-o mais rico, um pouco mais desafiante. Pequena evolução para uma curiosa sugestão a coco (ok, bem sei que o tema está na moda, mas eu gosto de inventar aromas!).
Na boca perfilou-se crocante, com um nível de frescura correcto. A madeira comportou-se de forma adequada, sem exuberâncias desnecessárias.
Um vinho que valeu pela sua discrição, pela forma calma e branda como se comportou. Certinho é o epíteto mais correcto que se lhe pode dar. Custou-me 6€ e repetiria a compra. Nota Pessoal: 15,5

Post Scriptum: Estive a ler a última Revista de Vinhos (mês de Julho). As machadadas dadas deverão ter algum objectivo. Esperemos pelos contra-golpes. No entanto, avançaria com uma linha de pensamento, para mim, muito importante. A democratização do comentário, da opinião, só tem ajudado o consumidor.
É de extrema importância que todos comentem, que falem sobre o que acham e digam-no sem preconceitos, sem qualquer imposição e fronteiras. Aqui entre nós, o exame não é técnico. É emocional, é passional. Com defeitos ou sem defeitos, não interessa. É neste pressuposto que devemos centrar o movimento enobloguista (assim acho). Porque aqui não existe mercado. Apenas o consumidor a falar com o coração na boca.


Este texto foi um pequeno interregno, enquanto mudava as roupas. As malas levam, agora, botas e acessórios de montanha. Até breve.