terça-feira, fevereiro 05, 2008

Quanta Terra, Grande Reserva 2005

Participou numa prova de vinhos do Douro organizada pela Revista dos Vinhos. A classificação obtida por ele criou expectativas altas (para mim). Se lhe juntar o preço (<20€) ficaria perante um vinho que tinha tudo para agradar-me. Dito de outra forma, tinha tudo para que ao bebê-lo babasse de desejo. Infelizmente não aconteceu. O soltar da rolha libertou, cá para fora, um conjunto de aromas impositivos, repletos de força. Com aspecto preto, fundo negro, onde deambulavam sugestões químicas algo chatas. Cheiros que, em certos momentos, forçavam o nariz a desviar-se. A evolução permitiu que a baunilha, o tabaco, o chocolate preto e fruta, também de tez preta, assumissem o controle do tinto. Sempre numa toada forte, robusta e assumidamente cansativa para o (meu) nariz e para o (meu) palato.
Com toda a subjectividade que encerra uma prova, feita unicamente por um individuo, diria, em traços gerais, que estive perante um típico vinho que não passa despercebido numa prova cega. Numa normalíssima refeição, é capaz de ficar de lado ao fim de meia dúzia de goles. Pessoalmente não acrescentou nada de novo ao que se vai bebendo por aí, com a agravante de insistir num estilo que já fatiga. Nota Pessoal: 15

Post Scriptum: Tornarei a bebê-lo noutra altura. Pode ser que esteja mais maduro, menos exuberante, menos impositivo.

4 comentários:

Kroniketas disse...

Podes crer que este estilo "moderno" já cansa...

PAULO SOUSA disse...

Não concordo em nada com a tua opinião sobre este vinho,aliás é um vinho que nunca me desilude colheita após colheita,mas este é também o lado mágico do vinho...Eu gosto tu não...


Um abraço Rui

Pingus Vinicus disse...

Paulo já tinha reparado que vocês os "Puros" tinham gostado. E também não concordei. ehehehe

Mas como dizes e bem, esta é a magia do vinho. Poder discordar.

Independentemente de discordarmos, ou não, a questão (para mim) é que pareceu-me apostar num estilo que já cansa um pouco.

Agora, como dizes e bem, estamos perante um vinho que não falha colheita, após colheita.

Um abração Paulo

tobias disse...

Muito bom, e ainda vai evoluir bastante na garrafa, os estilo não cansa desde que mantenha esta qualidade!