
Passados alguns dias após a abertura do site da Revista de Vinhos, reparo que pouco se alterou na rede ao nível dos fóruns (e dos blogs). Entre paragens e encerramentos, quase tudo está como estava.
Também no fórum da RV encalhamos, muitas vezes, em assuntos de interesse pouco geral que afunilam o espectro de potenciais participantes. Parece incorrer nos mesmos pecados da Nova Crítica, em que apenas meia dúzia fala apenas sobre o que quer e como quer. Continua latente alguma incapacidade para descer à terra. Tem o mérito, aparentemente, de não ostracizar ninguém. Não basta. O homem simples precisa de ser chamado. Vou tocar nesta tecla até ficar farto ou enfartar.
Também no fórum da RV encalhamos, muitas vezes, em assuntos de interesse pouco geral que afunilam o espectro de potenciais participantes. Parece incorrer nos mesmos pecados da Nova Crítica, em que apenas meia dúzia fala apenas sobre o que quer e como quer. Continua latente alguma incapacidade para descer à terra. Tem o mérito, aparentemente, de não ostracizar ninguém. Não basta. O homem simples precisa de ser chamado. Vou tocar nesta tecla até ficar farto ou enfartar.
Aprecio as regras latas (a criação de extensos decretos legais não facilita a participação), a moderação é presente. É visível o esforço feito pelos donos do local para manter a sua sala activa. Fazem-no de forma ligeira, usando discurso leve. Ainda bem!
Regozijo-me com o número reduzido de sub-foruns (conto apenas 3, com a versão em inglês a meio gás. Sinal da pouca relevância do nosso vinho?). O excesso de divisões, em vez de ajudar, atrapalha o leitor e dá azo a diversas arbitrariedades. Torna a consulta labiríntica, sendo necessário, muitas vezes, desenrolar um fio de lã para percorrer os variados compartimentos (Andar sem orientação pode ser uma viagem perigosa e sem regresso). Tal como na lenda, podemos morrer às mãos do Minotauro.
Não aprecio, em nada, as promoções que oferecem pelos post e pelos tópicos que se publicam. Esta estratégia poderá criar um conjunto de caçadores furtivos, que apenas participam quando a presa está ali à mão de semear. Não irá tardar muito para assistirmos a discussões estéreis sobre os d
iversos modos de ganhar um prémio, correndo o risco de duvidarmos dos métodos usados. Decididamente não gosto deste chamariz. É demasiado parecido com o leve 3, pague 2. Do outro lado, a eleição do melhor post surge com mais interesse.E os blogs? Continuam odiados por muitos (nunca percebi esta aversão), amados por outros tantos (poucos). Odiados por causa da ligeireza da palavra, pelo exagero com que escrevem. Amados pela forma simples e simplória como se apresentam ao povo.
Sofrem, no entanto, do mesmo mal dos fóruns. (Já) não são novidade. Sinal de maturidade da comunidade?
Olhando para o mundo económico, tal como as pequenas empresas, os blogs são o elo mais fraco, são a face mais débil da enofilia portuguesa. Têm menos recursos, menos disponibilidade para enfrentar a crise de ideias. O risco de extinção é, sem dúvida, maior. Mero reflexo de uma sociedade pequena. Nada mais.
Epílogo
O aparecimento do fórum da Revista de Vinhos teve como resultado, visível, o esvaziamento do fórum da Nova Crítica. Fica a ideia que a ferida vai demorar a cicatrizar. Sinal de que o universo de potenciais interessados sobre o assunto não é muito vasto. Apenas flutuamos de um lado para o outro em busca de notícias. Quando elas desaparecem, existe a mórbida tendência para desaparecermos, porque o que existe já não interessa.
















