quinta-feira, Maio 13, 2010

Vinhos diferentes, quais são?

Este vai ser muito rápido e directo. Aliás, é visivel a diminuição para dissertações extensas. Parece que ando sem paciência. Posto isto, e pegando num post do Hugo Mendes, que aborda a questão da uniformização dos nossos vinhos, lanço uma questão simples ou simplória, como queiram, ao povo (que faço parte): Onde andam os vinhos diferentes? Quais são os vinhos que fogem dessa maléfica uniformização? Digam nomes, quero nomes!

Antes de ir embora, largo aqui uma achega: Serão, os diferentes, aqueles que ficam mal colocados nas graduações das revistas de especialidade?

8 comentários:

Anónimo disse...

Então os Terras e os Torre de Tavares também são mais do mesmo? Também estão uniformizados? Está tudo a imitar-me?

O Regedor disse...

Campolargo

Hugo Mendes disse...

Caríssimo,
Começando pelo fim. Responder a essa pergunta é difícil, pois é uma rasteira declarada! Se a resposta é sim, então, existe a possibilidade de se tratar de “Dor de Corno”, caso contrário, queixar de quê?
Respondo-te assim, os vinhos diferentes, na minha opinião, têm uma forte probabilidade de ficar mal classificados na escala das revistas.
No restante, não sou um normal consumidor, naturalmente a minha forma de consumo já é, por si, diferente. Posso contudo, dar-te a garantia que não faço só um produto alimentar. A maior parte dos meus vinhos pretendem ser algo mais, cada um deles têm uma história que tenho o maior dos prazeres em partilhar. São vinhos que procuram expressar tudo o que têm de intrínseco e ainda a alma das pessoas que participam na sua concepção. Faço vinhos por prazer e, acredites ou não, acho que isso tem de ser contado na hora da venda! A minha preocupação é que, não tenho nem pretendo ter volume e, presentemente, encontro cada vez menos lugar para estes vinhos no mercado! Isto está cada vez mais consumista e a cadeia começa a desprezar todos os produtos diferenciados.
Preocupa-me porque vivo disto e preocupa-me porque cada vez mais é dado ao consumidor a consumir-se mais do mesmo! Se mesmo assim o consumidor está satisfeito! Então admito! Sou eu que estou errado!

Pingus Vinicus disse...

Hugo, a questão que lanço, não era direccionada aos teus vinhos. Nada disso. Achei o teu post muito interessante e peguei nele para lançar discussão, pois isto anda muito mortinho.
Era, simplesmente uma questão, em abstracto, e ampla. Porque, pessoalmente, não consigo responder, também, taxativamente e como dizes está cheia de rasteiras, não com intuito de apanhar alguém. Aliás se alguém for apanhado, aqui, serei eu, no meio das minhas contradições.

Um forte abraço

João de Carvalho disse...

Mas também se pode pegar na questão, questionando que os vinhos diferentes para uns são os iguais para outros... se passar a vida a beber vinhos do Loire é normal que encontre a diferença num Encruzado e vice versa.
O curioso da questão está naqueles que mesmo sendo da região que estamos acostumados, fazem a diferença por serem isso mesmo... diferentes.

Pingus Vinicus disse...

"O curioso da questão está naqueles que mesmo sendo da região que estamos acostumados, fazem a diferença por serem isso mesmo... diferentes."

Lindo.

Joel de Sousa Carvalho disse...

Concordo com o que disse o João Pedro. Para uns pode ser igual para outros não. Depende do vinho que bebamos muitas vezes. Talvez eu possa estar a beber muitas vezes um vinho que já se torna banal, enquanto que para ti Rui, pode ser uma novidade e teres gostado dele por ser diferente. É um exemplo...

Abraço!

Hugo Mendes disse...

Pingus,
O sector não está diferente do resto do país. Está minado de facilitismo e baixo nível. Um pouco à imagem do teu sector. Se não consegue assim, baixa-se o nível! Ring some bell?
É preciso fazer dinheiro e não há tempo nem paciência para trabalhos a médio/longo prazo. O sector está saturado de empresas que nasceram de caprichos e essas estão a sufocar as outras enquanto se afundam!
No limite não encontras esses tais vinhos, porque não andam no circuito das revistas e dos supostos críticos, porque,…..
Andam à margem a lutar para sobreviver! Muitas delas mal geridas a sofrerem das tentações para entrarem no barco da grande Adega Cooperativa de Portugal.