quarta-feira, Fevereiro 02, 2011

Anima, a diferença continua a existir!

Fala-se à boca cheia que o povo enófilo, aquele que se julga mais encartado, mais douto que o resto, anda enfastiado de vinhos iguais entre si, sem alma (definição complicada para os não crentes em ciências religiosas), sem terra (conceito complicado, dado que a vinha que se conhece não assenta em água ou atmosfera). Depois roga-se, aos prantos e de joelhos, que produtores e enólogos façam qualquer coisa o mais desavinda possível. Sem respostas, muitos viram-se para os vinhos estrangeiros, como se tratasse de terra prometida, tal Moisés ao chegar a terras de Canaã. O vinho nacional passa, então, a ser produto sem pedigree e dominá-lo não é garante de conhecimento enófilo, porque ele é igual entre si. É, simplesmente, mais uma meada que precisa ser desemaranhada.

Independentemente do que está acontecer na vinolandia portuguesa, nunca é de mais apontar ao tal povo que existem homens capazes de criar, construir, oferecer vinhos diferenciadores, que proporcionem um agrupamento de estímulos, de comoções, deslocados da tal realidade padronizada, que no passado desejámos, e que tantos agora apregoam ser maldita. Por isso, teimo. Quem são os maus? Quem são os bons?
Sem qualquer pudor, e com toda a parcialidade que se pode exigir, volto a indigitar o Anima L4 como um dos vinhos mais desconexo, e sem paralelismo, que se vai fazendo por aqui. Após o hiato que foi o L5, mais mundano, o L6 e L7 regressaram ao estilo do primogénito. Merecia sair, com todas as honras enófilas, da penumbra a que foi, estranhamente, submetido. Posto isto, vou verter mais uma porção para o copo.

3 comentários:

Miguel Pereira disse...

Rui, amigo, também gostei menos no L5, como tu dizes, parece mais mundano. Tenho o L6 aqui para abrir e fico contente por retomar o estilo 4.

Quando nos encontramos para beber uns Dão que tenho aqui especialmente para abrir contigo??

Abraço

Pingus Vinicus disse...

Miguel, viva, antes de mais um forte abraço!

Falas-me em Dão para abrir comigo? Epá, temos que seguir em frente com esse processo de intenções, eheheh!

João Barbosa disse...

também quero... Dão e Anima

malditos sejam!