sábado, Maio 14, 2011

Aalto vs Garrida? Venha o segundo...

Prova cega com tema livre. Cada um levou o que lhe pareceu ser interessante. Preceitos simples e o resto ficou-se pela cavaqueira. Nada de ambientes formais, elegantes e/ou requintados. Adiante que a história é outra.
Não é a primeira vez, parece-me que não será a última, que enfiam-me nas beiças o Aalto e sempre que tal acto acontece é relegado para segundo plano. Não existe empatia, não existe paixão, não existe conversa. Vinho carregado de madeira, extraído, queimado. Dir-me-ão que estou louco, que perdi o tino, de uma vez por todas, ou que estarei, quem sabe, a dar a machada de misericórdia na minha, muito pouca, credibilidade enófila. Que seja!

É, algum tempo, um vinho que não enche as minhas medidas. Tem um estilo que não aprecio, que cansa, que enfarta. Já sei, estarão outros a dizer: Está ainda jovem, muito novo. Precisa de tempo. A argumentação usada para definir o Aalto são é a mesma que continuamente, e repetidamente, escolho para massacrar alguns vinhos nacionais.

Em contrapartida, caiu-me no goto o Quinta da Garrida. Muito mais fresco, muito mais mineral, mais engraçado. Estarão, agora, com a mona a pensar: Pois a prova foi combinada e não teve nada de cega. Ou, enventualmente, houve um arranjinho final. Mas não! Fui simplesmente o único, dos presentes, a preferir este, do Dão moderno, em detrimento do outro, espanhol todo modernaço.
Confusão armada, risota e chacota. Basicamente cada bebe o que gosta e compra o que quer, não é?

8 comentários:

Anónimo disse...

És um palhaço.

cupido disse...

Bem, tens anónimos a provocar...

Tenho que dizer que provei o Aalto poucas vezes e acho que é muito bem feito, mas precisa de tempo. Posso estabelecer um paralelo com o Conceito 2007 que provei a primeira vez há uns 2 anos e achei que estava muito marcado pela madeira. Até falei com a Rita sobre isso e ela disse para esperar algum tempo antes de o voltar a provar. Voltei a provar há uns meses e estava sublime.
Quanto ao Garrida (na foto não dá para ver o ano) é um vinho bem feito, afinado e acima de tudo com uma bela aptidão gastronómica. Não me espanta nada que o tenhas preferido...

Pingus Vinicus disse...

É assim, Amandio, os anónimos gostam muito de mim. Devo ter uma boa colecção...

O Garrida era de 2004 e acompanhou muito bem com a comida, que era farta e rústica.
Dada abertura do tema da prova, deu azo ao aparecimento de vinhos muito diferentes, de colheitas diferentes, provocando resultados muito díspares. O era tema basicamente vinhos com boa RQP. A interpretação do conceito é lata e deu origem ao aparecimento de vinhos que iam desde os 15€ aos 30€.

Pedro Sousa P.T. disse...

O Aalto nunca provei, mas este Garrida andou sempre pela minha casa independetemente do ano. Gostei sempre deste vinho. Ainda anda ca por casa uma de 2003.


Abraço!!!

ps: És o maior!!!

Pingus Vinicus disse...

Pedro sousa PR, gostava era de voltar a ter uma de 2001.

Emilio disse...

Rui e amig@s, primeiro de tudo desejo dizer que sinto muito nâo ter o nivel de erudiçao do nosso "amigo" Anónimo, que com tâo espantosos argumentos defende a sua opiniâo!
Quanto aos vinhos, nâo sou imparcial pois gosto mas do Dâo que da Ribera del Duero. Sim, e nâo estou louco. Primeiro, pela filosofía: os vinhos do Dâo sâo mais para o povo, mesmo se o povo muitas vezes desconhece-os, e os Ribera sâo mais "exclusivos". E depois, porque dâo-me impressâo de ser mais "naturais", e esse é o tipo de vinho que mais gosto -nâo sindo "experto".
Saudaçoes,
Emilio

enrice disse...

O espanhol não conheço, mas o Garrida de 2004 é uma maravilha. Para além de ser um vinho produzido na minha zona de nascimento é tb uma das melhores zonas do Dão. Ainda tenho umas 3 ou 4 garrafas deste vinho de 2004, mas noto (pelas que tenho bebido) que estão a perder mais do que a ganhar com o armazenamento na garrafeira

Pingus Vinicus disse...

Enrice, também tenho raízes fortes nessa zona. Sobre o Garrida, não é o primeiro a dizer que perde mais do que ganha em garrafeira.