segunda-feira, junho 20, 2011

Concerto de Verão de Cortes de Cima

Em Cortes de Cima, houve música, comida e vinho. Uma triologia de prazer. Um enlace, uma rodilha de luxúria, de boa vida, amparado por uma paisagem bucólica.





É-se recebido de forma educada, despretensiosa. Fica-se, num ápice, solto e livre. A casa é vossa, estejam à vontade, sirvam-se.
Antes do acontecimento, tempo para esquadrinhar os domínios. Vinhas, adegas, edfícios. Flores, canteiros. O céu e a terra.



Debitam-se os primeiros acordes. Ao som das vozes e das teclas, olhava-se para o lado, mirava para a suave silhueta do horizonte.



Estava calor. O vento aliviava. Os cedros, alinhados ao longo da estrada, abanavam de forma meiga. Havia, de facto, qualquer coisa de doce no ar. Pensa-se na vida. No passado, no presente, no futuro. O que fiz e o que virá.



Fez-se um hiato. Aconchegou-se o corpo. Mesa longa, virada para as vinhas, mostrava-se abastada de guloseimas, de pitéus.



Limpou-se, entretanto, a boca com uns tragos de tinto. Destaque para o Touriga Nacional de 2007. Olha-se, novamente, para os lados. Flores bonitas.



Retorna-se à música e volta-se a contemplar a cercania. Ouvem-se, muito perto, fados cantados com sotaque pouco lusitano. Ainda assim, soam bem.  Aplaude-se e surgem os encores.
Segue-se, findo o sarau, o repasto. Momento derradeiro. Servido em ambiente elegante, acolhedor, simples. A gula, controlada até a altura, rompe finalmente com os grilhões.  



É, também, o tempo certo para trocar palavras, incialmente um pouco tolhidas, algo frias e distantes, posteriormente livres e mais babelescas. O sumo de Baco tem destas virtudes. Quebrar o gelo entre os homens.

4 comentários:

Cortes de Cima disse...

Caro Miguel, em nome de Cortes de Cima, quero-lhe agradecer a sua presença e da sua esposa no nosso concerto. Esperamos poder voltar a repetir.

Pingus Vinicus disse...

Eu é que agradeço o convite feito.
Rui Miguel Massa

Elias Macovela disse...

Olá,

Gosto da forma como escreve.
Elias

Pingus Vinicus disse...

Olá Elias, tudo bem desde Nápoles?
Obrigado pelo teu comentário.
Rui