quarta-feira, Agosto 17, 2011

Quinta da Espinhosa, Remake

Como sabem, quem segue o Pingas no Copo desde que, no malfadado dia, foi inventado, raramente controlei o verbo e quase sempre, perdoem-me as vezes que não o fiz, denunciei o que penso e como penso, o que gosto e o que não gosto. Por estas e por outras, aprecio o estilo anglo-saxónico em que o jogo parece ser mais claro e fulgente. Aflige-me andar pela faixa cinzenta tão apreciada em PT, onde se encostam uns nos outros. O preço pago é alto.
Mantendo, até ver, o mesmo registo editorial, divulgo, mais uma vez, propostas que podem sugerir interesse a quem pretenda descobrir, perceber, aculturar-se. Basicamente para quem tem gosto em conhecer outras realidades, outros mundos do mundo do vinho. 

O que largo aqui provém da Quinta da Espinhosa, domínio localizado à vista da Serra da Estrela e incrustado em pleno território do concelho de Gouveia. Não é, no entanto, a primeira vez que falo aqui dos vinhos desta Quinta, parte integrante do meu imaginário pessoal.
São três tintos (Reserva 2007, Reserva 2009 e Selecção Premium 2009) e um branco (Colheita Seleccionada 2010) disponibilizados ao interessado a preços situados no intervalo [3€ - 6€], mais coisa menos coisa. Os seus ADN indiciam a terra e as influências que ela dita. Calmos, ligeiros, frescos, campestres  e saudavelmente descomplexados, coisa que é estranhamente, nos dias que correm, incompreendida. Eu, no entanto, simpatizo e aconselho.

4 comentários:

Pedro Sousa P.T. disse...

O chato disto tudo, é que estas garrafas dos chamados “não alinhados”, ou “não globalizantes”, não se encontram à venda nos circuitos comerciais da periferia da grande Lisboa.
Por exemplo, a semana passada comprei um Qta. Mendes Pereira Garrafeira 2004 a pouco mais de 8€, numa lojinha nova gourmet que abriu em Viseu há bem pouco tempo. Nunca pensava eu encontrar esta garrafa na grande urbe…sorte!!!

Forte abraço

Pingus Vinicus disse...

É verdade Pedro, existe muita dificuldade no mercado em encontrar estes e outros vinhos como dizes não globalizantes.

De uma forma ou de outra estamos presos pela ditadura das grandes marcas, das grandes quantidades, das grandes distribuições e da grande crítica.

Não sendo grandes vinhos, não o são de todo, é pena que o consumidor não tenha acesso a eles, pois poderão ser uma mais valia, dado que geralmente são vendidos a preços muito, muito aceitáveis, para além de serem um pouco diferenciadores.

Um forte abraço

Galvão disse...

Olá amigo!acompanho sempre seu blog e fiquei bastante feliz quando vi essa postagem,pois morei na cidade de Espinho e costumava consumir no restaurante os Melinhos o tinto básico da Quinta da Espinhosa e achava muito agradável e macio na boca,perguntei ao dono do restaurante sobre o vinho com interesse de trazer umas garrafas ao Brasil e ele me disse na época que era de um produtor pequeno e que ele poderia encomendar umas garrafas para mim,Abraço!

Pingus Vinicus disse...

Olá estimado amigo Galvão, obrigado pelas suas palavras. De facto estamos a falar de um pequeno produtor do Dão e que tem, para mim, como referência os Reserva de 2000 e 2001, na altura com a mão do mestre Magalhães Coelho, homem importante, no novo Dão.

Um forte abraço