quarta-feira, novembro 14, 2012

Villa Oliveira: A Apresentação By Casa da Passarella

Em jeito de apresentação lisboeta, o Paulo brindou-nos com alguns dos seus vinhos, uns em primeira mão, num (excelente) espaço que, por mea culpa, não conhecia: Enoteca de Belém. O balanço, para que não haja qualquer dúvida, foi (francamente) positivo.


Os Villa Oliveira branco e tinto, falados aqui, surgiram (bem) rotulados. Aspecto limpo e apelativo pela clareza de informação. Sem mais delongas, sem mais ramerrame, fica a ideia, bem vincada, que o projecto Casa da Passarella está, sem margem para dúvidas, consistente. Depois, correndo o risco, fatídico, de repetir-me, o dominador comum entre os vinhos é: elegância.

Reavaliou-se o Casa da Passarela Encruzado 2011. Está (bem) mais sénior e sedutor, com os diversos componentes bem articulados. Cheio de vida.
Uma das novas coqueluches: Villa Oliveira Encruzado 2011. Delicadeza e elegância levados a um patamar (bem) alto. E pouco mais  há para acrescentar, porque simplesmente não sou capaz.
Um refrescante tártaro de salmão. Bem conseguido.
Também em reavaliação esteve o Casa da Passarela Vinhas Velhas 2008. E, para não destoar, alinhou pela  graciosidade, pela finura. Houve tempo, ainda, para confrontá-lo com o futuro Vinhas Velhas de 2009, que sugeria ser mais arisco, mais irrequieto.
Bacalhau sobre cama à Brás. Boa apresentação, sabores francos e descomplicados.   
A outra coqueluche: Villa Oliveira tinto 2009. Um varietal ,de Touriga Nacional, a mostrar que é possível  ser-se (bem) diferente. Vinho que precisa de tempo, espaço, comida, noite, conversa e sei lá mais o quê.
Naco de vitela, com batata à murro, grelos e queijo da Serra. Peça de carne de bom nível. Mais uma vez , a simplicidade a marcar presença.
Fechou-se a noite, longa, com O Fugitivo 2010. O nome é referência de um judeu que refugiou-se dentro dos muros da Casa da Passarella durante a II Guerra Mundial. Um Colheita Tardia com aromas e sabores secos, de (fácil) empatia.
Pudim de ovos, adornado com um rendilhado de caramelo. 

E por agora, o livro encerrou-se. Foram horas que serviram, também, para recordar a (minha) terra e vivê-la por breves momentos. Até um dia...

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