sexta-feira, Dezembro 14, 2012

Tributa a quem?

Perdoem-me o desplante. Perdoem-me, até, o atrevimento. Perdoem-me, ainda, a violação do status quo que determina a impossibilidade de contraditório público: pax eno-blogueira.
Qual o interesse, para o leitor, para o consumidor, para o comprador (sem dinheiro), falar, partilhar ou divulgar vinhos de três mil euros? Serve quem? Servirá, apenas, o próprio ou os próprios que o beberam em regime de conta gotas e em regime de cota. Aos outros, é-lhes reservado, apenas, o estado de inveja.

Foto tirada daqui 

Quem lê, fica com a ideia de que está perante um mero acto de auto satisfação, de auto elogio, de onanização, que todos observam. De que serve? Para que serve? 

11 comentários:

Olga Cardoso disse...

Pingus eu até te posso perdoar tudo (e a verdade é que o faço mesmo e que sou tua fã confessa ), mas já não poderei deixar de te dizer que com este tipo de posts ... também tu pareces estar a praticar um puro acto de satisfação e a "viver" um verdadeiro momento de auto elogio.
Publicar um post de um vinho, seja o Tributa ou outro qualquer, pode não ter como objectivo a respectiva divulgação.
Pode ser apenas para partilhar o prazer que se sentiu ao prová-lo ou pode até nem ter qualquer tipo de objectivo específico.
Ao publicares este post, também tu divulgaste o vinho, já que exibiste a sua foto/imagem! E o teu objectivo qual foi? Se não foi o de divulgar o vinho, porque isso é coisa de bloggers vaidosos e sem noção, terá sido a de atrair as atenções sobre ti próprio??? :-)))
Ahhh e deixa-me ainda dizer-te que invejo a regularidade com que publicas e a atenção que dedicas aos outros blogs. Para quem não tem tempo, vida ou pachorra para estas andanças da blogosfera vínica...estás sempre em cima! :-) Beijinhos

Anónimo disse...

Um pequeno e triste palhaço.


JAT

Pingus Vinicus disse...

lga agradecido pelo teu comentário. Directo e frontal. Olha, agora, Olga ando com muita pachorra e bem disponível para estas coisas da blogoesfera :) Fases da vida :)
Talvez não tenha escrito bem o post, talvez tenha falhado no jogo de palavras ;) Acontece. Mas este post é uma rábula, uma sátira ao que faço todos os dias aqui. Estou no mesmo saco :)

E beijinhos ;)

Pingus Vinicus disse...

JAT ou coisa que o valha. Bom meço, cerca de 1.73. Não sei se isso ainda está na categoria de pequeno palhaço. Se estiver, de facto sou mesmo pequeno. Triste, por acaso, não sou.

Pingus Vinicus disse...

E Olga, tens razão. O (meu) post foi um momento puro de auto-promoção, auto elogio. Concordo contigo. O objectivo era esse ;)

Mas não me leves tanto a sério ;). Não é preciso. São tontices de um alienado ;)

E beijinhos ;)

Ricardo Cruz (momenta.blogs.sapo.pt) disse...

O nosso caro Pingus sabe melhor que ninguém que nada como uma boa polémica para agitar as águas, tirar o pessoal da sua zona de conforto e gerar reacções (é cultural, está no nosso ADN). Escrevo na qualidade de quem provou a conta-gotas na garrafeira Tio Pepe e não publicou. Fi-lo porque considerei que seria um exercício de vaidade pessoal, mas também porque as condições de prova apenas permitiram uma percepção parcial do vinho. No entanto, compreendo quem publique, porque, sejamos honestos, provar um vinho único como este é um acontecimento raro e imortalizá-lo ou partilhá-lo no blog faz sentido, face às sensações especiais que nos desperta.
Dado que não sou um blogger de vinhos, mas alguém que também fala de vinhos, não tenho objectivos altruístas de divulgar vinhos ou contribuir para a sensibilização da comunidade para a temática. Assim, sou muito sensível à liberdade de cada um publicar o que quer, simplesmente porque quer. Penso não ser obrigatório existir um objectivo associado a um post. No entanto, admito que numa lógica de ter um blogue de vinhos e pretender ser um player nesse mundo se possa/deva pensar de outra forma.

Pingus Vinicus disse...

Ricardo, uma boa resposta sobre o assunto. Obrigado.

Hugo Mendes disse...

É óbvio que não tens razão meu amigo. E é lógico que saibas disso!
Primeiro, estejas em que posição estiveres, se te convidam, se gastam dinheiro para que esteja na apresentação do que quer que seja, mesmo que te digam o contrário, espera-se uma palavrinha tua sobre o assunto. Éticamente também entendo que o devas fazer!
Depois, para o "escolhido" é uma oportunidade de cimentar a confiança de quem o lê. Credibiliza o que escreve e o que publica. Dá-lhe espectro. Faz dele, aos olhos dos seus leitores, um tipo aceite pelo meio. Gera confiança.
No fundo parace que é isso que te assusta. Não o k? Mas a quem!
Será?

Pingus Vinicus disse...

Meu amigo, a questão, o assunto que é mais profundo do que parece, devia merecer maior reflexão. Por exemplo, a forma como ele é apresentado e divulgado ao público. Juilgo que existirão formas mais interessantes de divulgação, do que uma nota de prova simplória, com atribuição de classificação. O vinho até poderia dar origem a história, a uma lição sobre vinho.

E diz-me, em tese, qual o interesse, e estou a falar em tese, a divulgação deste tipo de vinhos, junto de canais amadores, puramente amadores.

Sobre a confiança e aceitação no meio, hum tenho as minhas dúvidas. Pegando nas palavras da Olga, tb eu estou a divulgar o vinho e quem o provou. Curioso, não?

Anónimo disse...

na boa.

José Meirinho Esteves disse...

Percebo-te perfeitamente! agora, ... na primeira oportunidade de mandar uma valentíssima golada num vinho destes, seja este o o scion, ... Penso que, para beber entre amigos, qualquer um é vinho que valerá a pena almejar provar! :)