quinta-feira, Fevereiro 14, 2013

Casa da Passarela: O Reserva 2009

Em dia que pouco havia por fazer, para pensar, para decidir, urgia gastar o tempo que faltava. De cabeça oca, sem qualquer orientação, constantemente massacrado por erros e opções erróneas e sem um fim à vista, nada melhor, digo eu, do que embrenhar-me em tarefas simples, prosaicas, mas anestesiantes da dor. 


Pegou-se em pão, em queijo, umas azeitonas e azeite, umas ervas, umas tiras de toucinho e vai-se deambulando por entre pensamentos estupidamente imbecis, delirantes, mentirosos e falsos...





Olhei para o que tinha à frente e precisava de um vinho, de algo que fosse amolecendo a fúria, a vontade de saltar do carro. Um vinho, pois claro, um vinho. Um vinho da terra. 


Um vinho despido de enfeites, singelo, mas cheio de empatia. Um vinho escorreito. Um vinho que ajudou a sumir os nós da vida. Enquanto durou, tudo parecia ter mais lógica, mais sentido. O pior aconteceu, quando acabou...

2 comentários:

Emilio disse...

Arriscando a ser visto como louco, Rui, direi que agora (e desejo marcar esse "agora") gosto mais deste Reserva 2009 que do VV 2008 -mesmo que sejam vinhos muito diferentes, como tod@s sabemos-. Em conversa com Paulo (o enólogo), ele concordava em que VV va dar o melhor de si em próximos anos, e acho que o Reserva já está a dar o melhor de si, mesmo que va dar-o muito tempo, sem dúvida. Abraço.

Pingus Vinicus disse...

Olhando só para os Reservas, direi´que gosto mais deste 2009 que o 2008.
O VV é um belo vinho, que não me farto de beber :)