sexta-feira, Março 01, 2013

Quinta do Corujão: A Terra e a Tribo

Tinha prometido. Tinha dito: bebi um vinho da minha terra: da terra mater. E soube por esta vida e por outras que poderei, ou não, ter. Um vinho que deu tudo, que fez tudo. Um vinho que cumpriu a sua função: Colocar-me perto da (minha) tribo.



Copo após copo, o corpo foi amolecendo, adormecendo. Gole após gole, comecei a pairar sobre o mundo, olhando para baixo. Tudo parecia pequeno, minúsculo e tremendamente insignificante. 



Aproximava-me dos deuses de outrora, de outras épocas e tempos. Vaguei sem rumo, por entre cumes, montanhas, riachos e florestas que (já) não existem. Tudo se resumia, portanto, a memórias fúteis e a sei lá mais o quê



E a noite que já caiu, algum tempo, tornou-se a única companheira de viagens e de aventuras. E pensei se o (nosso) trono, lá no Curral do Negro, ainda está desocupado à espera de novo Rei.

4 comentários:

Rui disse...

Bebido há coisa de 1 hora...e gostei..apetece repetir :)

L. disse...

provei-o pela primeira vez quando o distribuidor levou uma garrafa para prova, ainda eu trabalhava na garrafeira. foi ha mais de um ano, mas o vinho ja estava bom... entretanto descobri aqui perto de casa uma garrafa do garrafeira 2004 e do grande escolha 2005... nao digo onde!

Pingus Vinicus disse...

Estimado L., devia partilhar connosco o local onde se encontram essas garrafas :)

L. disse...

posso partilhar, porque da maneira que isto anda comprar uma garrafa por mês é um luxo. supermercado quali super, nao na garrafeira mas na zona da montra (calma, e interior, nao apanha sol...) centro comercial acqua roma, avenida de roma, lisboa...