quarta-feira, fevereiro 27, 2013

Valle Pradinhos

Apetece dizer que andamos (todos) a voar sobre um enorme ninho de cucos. Um bando de loucos na presença de um boticário, de um físico, de um médico, tentando provar que se é mais esclarecido que o companheiro do lado ou que a doença de que padece não é socialmente limitativa. Apesar das tentativas, os nossos comportamentos teimam a roçar a insanidade mental e algumas das palavras que populam por todos os recantos (desta piquena territa) soam a estranho.


E numa sala de loucos, lá andamos aos encontrões em busca sabe-se lá do quê. Epá qualquer coisa que dê para mostar que se é menos insano que o outro, que tem menos eno-distúrbios mentais ou que precisa de menos eno-prozac.


E a porra da coisa é que se diz, também, que é tarefa herculeana encontrar ou beber, sei lá, vinhos que sejam diferentes (livra que está repetitivo), como se tudo estivesse escondido. Vinhos que potenciem sensações porreiras, emoções pouco habituais.


E sem alongar-me, em mais nada, porque as paredes apesar de almofadadas, podem magoar, está aqui um vinho que é grande. Que surge por todos os lados, que oferece diversidade, que não é uniforme, que é divergente e que, vejam lá, não é (muito) caro.
 

4 comentários:

Rui Oliveira disse...

Já provei(não este mas o de 2007) e se alguem procura diferença encontra neste vinho claramente..gostei bastante, dizem que tem um estilo mais bordalês, faz sentido? O meu paladar nao conhece muito do estilo de bordeus...

Pingus Vinicus disse...

Olá Rui, de facto faz-se muito essa anologia com o Valle Pradinhos, dizendo que tem um estilo bordalês. Mas infelizmente, o conhecimento que tenho dos vinhos franceses, que é muito pouco, não me permite responder com assertividade.

L. disse...

ele tem o cabernet muito presente, tem. e tem muito caracter, nao sera facil nem certinho para todos os palatos, mas o meu ficou bem satisfeito.

Pingus Vinicus disse...

L, bom achega. Isso mesmo, não será fácil para todos os palatos :)