sexta-feira, janeiro 17, 2014

Momento

Já falei dele e por que há muita gente que faz isso de falar de vinho, repetidamente, venho pela calada da noite, já enclausurado em trajes pouco dignificantes, apenas para dizer coisa nenhuma. Talvez, e só, para dizer meia dúzia de desvairos pessoais, de reflexões que pouco vos dizem. 


O vinho, sem qualquer nota de prova ou descritor, classificação ou treta parecida, pegou em mim e levou-me por entre recordações. Recordações de momentos, de um momento em especial, um momento que perdura, na memória, vezes sem conta. Um momento que se quer repetir, como se não houvesse fim, como se a vida não fosse finita. 


O vinho apenas reviveu o que estava adormecido, o que andava a esconder, inutilmente. Bendito vinho que, apesar do barulho, da confusão, do nada, acalmou e lançou-me, em contramão, para meio de tanta coisa, para o meio de tanta ilusão.

1 comentário:

Emilio disse...

Rui, para alem das coisas que o vinho pode inspirar-nós, trata-se de um vinho fantástico. Eu, mesmo que tenho pouca paciéncia, estou a guardar algumas garrafas. Abraço, amigo.