segunda-feira, janeiro 20, 2014

Piteira e as Talhas de Barro

Falamos à boca cheia que andamos fartos da normalidade. Há muito que deixei de enredar-me por falsos profetas, por falsos messias que anunciam um novo amanhã, bem diferente daquilo que temos. Mas a verdade é pessoal e a única que conheço é a minha. Deriva do meu olhar.


Este vinho ou este nome, que julgo ser de fácil acesso, conseguiu no espaço de pouco tempo agarrar num conceito, no mínimo, interessante: vinho feito segundo a tradição dos romanos, em que as talhas de barro são parte integrante da sua feitura.


Parece-me bem conseguido o argumento criado, podendo cativar aqueles que buscam, sei lá, aquele toque de Midas que transforma o vinho em algo nunca bebido. E a sensação, que tive, foi precisamente essa: algo incomparável, sem semelhantes ou algo parecido. Tudo era inusitado, deslocado dos parâmetros habituais: os meus.


Cheiros, sabores e cor surgiram-me completamente irreais, para lá dos extremos do intervalo em que todos coabitamos. Será um (puro) exemplar do que se fazia há dois mil anos atrás, como alude o contra-rótulo? Não sei. Sei, isso sim, que é vinho que devemos conhecer, interpretar e reflectir, principalmente para quem quer abrir um pouco mais as vistas. Depois se gostam, ou não, isso são outras cantigas. Fica ao vosso critério.

2 comentários:

Rui Oliveira disse...

Olá Rui,

Onde podemos encontrar este vinho ainda te lembras?

Pingus Vinicus disse...

Rui, julgo que nos Continentes deve haver. Aliás, foi lá que comprei.