segunda-feira, maio 12, 2014

A Febre dos Vinhos com Idade

Nem sei se sentem, pelo menos em núcleos mais restritos, mais fanáticos, mais dados a consumir coisas mais estranhas, com mais ou menos idade, que estará instalada um estado febril no que respeita a vinhos com alguma idade, particularmente em vinhos brancos. 


De uma assentada e de forma rompante começam a surgir por todos os lados, vinhos que há muito estavam esquecidos, que ninguém se lembraria de voltar a consumir (escuso de usar a terminologia finória: provar). 


E no meio de tanto vinho que agora bebemos, são raros aqueles que não gostamos. É como se vivêssemos em perfeita lua de mel quimérica. Tudo é bom.


Mas, começo a sentir, começo a pressentir que as coisas não serão perfeitas e que, não são poucas as vezes, alguns vinhos não merecem tanto destaque, que valem apenas pela curiosidade, pela carga histórica que possuem, o que, vá lá, não é o caso do vinho escolhido para ilustração desta curta publicação. Um vinho que respeitou os pergaminhos e emparelhou (muito bem) com o peixe mais famoso de Portugal. E quando assim é, vale a pena destacar.

2 comentários:

twa disse...

Abençoada febre! :)

Percebo o que dizes, mas, infelizmente, acho que essa febre está circunscrita a um grupo de enófilos que não chegam ainda para justificar a existência desses vinhos.

Por outro lado, qualquer fase de aprendizagem está sujeita a excessos de entusiasmo e deficit de assertividade!
è uma questão de tempo, penso!

Não Vou Em Modas disse...

Claro, apenas e só determinadas pessoas tem o privilégio de no meio das febres ter apenas uma testa quente.
De no meio de tanto marásmo baconiano fazer saltar algo que realmente vale a pena. Claro. São uns finórios esses trampas que "provam" de tudo e que tudo vale 100 pontos... ou mais.