quinta-feira, julho 10, 2014

Rebater Teses

Um post telegráfico que serve, além de engrossar o arquivo do blog, para dignificar o mesmo. Posto isto, cabe-me afirmar sem rodeios ou qualquer pudor, e porque já viram a foto a rodar pelas redes sociais, que este vinho encheu-me as medidas. Não sei se foi por causa do momento, da altura, da ocasião (não havia nada para festejar ou lembrar), mas soube-me pela vida. 


Um vinho que, vejam lá, pertence ao tal ano quente de dois mil e três e que, vejam lá outra vez, tem mais de catorze por cento de graduação alcoólica. No momento, em que o vinho ia escorrendo, pareceu-me que as teses anti-graduações elevadas deixavam de ter qualquer sentido, tal como desconfiar de um vinho por causa de um ano mais ou menos complicado, pareceu-me, mínimo, preconceituoso. Apraz dizer que este vinho rebateu, no tal momento, algumas das ideias pré-concebidas que se vão instalando, muitas vezes, sem qualquer sustento técnico. 

2 comentários:

Tiago Felgar disse...

Não posso deixar de concordar 100% Estamos no mesmo barco :)
As cerca de 15 garrafas (maioria do GF 2003 e apenas duas do GF 2004) que tenho vinho a abrir neste e no último ano estavam irrepreensíveis. Este vinho é um ode aos grandes tintos do Dão, à TN e aos grandes vinhos portugueses e do mundo.
Boas Provas!

Paulo Marcos disse...

E deixem-me dizer-vos que o 2007 Reserva está estratosférico!