terça-feira, setembro 09, 2014

Maria Papoila

A foto, ou outra muito parecida, que ilustra o fascículo de hoje já andou pelas redes sociais. Registou, naturalmente, um mero acto de veraneio, descomprometido. De qualquer forma e independente disso, urge reforçar, agora, a surpresa e admiração com que fiquei, quando meti os primeiros tragos do dito pela boca abaixo. 


Outra questão que também importa registar, e também agora, é que ao fim de muitos vinhos bebidos, perdoem-me a alarvidade e a pouca elegância enófila, começam a serem raros aqueles que, efectivamente, nos prendem, acabando por ficar registados para memória futura. Há uma normalidade que enfastia, que cansa, que desmotiva.


E este vinho que não faço ideia se é ou se estava para ser algo extraordinário, de topo ou coisa que o valha parecida, continua a matutar na cabeça. Eventualmente, e parece que há vozes dissonantes, terei exagerado. Pessoalmente foi um vinho marcante pela profundidade de aromas e sabores, por ter algo que estava fora do baralho, da norma. Rematando, voltaria a insistir nele e creio que não ficaria defraudado.

2 comentários:

Anónimo disse...

"a alarvidade e a pouca elegância enófila, começam a serem raros aqueles que, efectivamente, nos prendem, acabando por ficar registados para memória futura. Há uma normalidade que enfastia, que cansa, que desmotiva." - Então?! Mas os outros são maus? Mal feitos? Curioso, verificar que em tantos milhões de vinhos que há no Mundo, este, salvo a sua qualidade, ficou na memória. Poderemos dizer que é o futuro porta estandarte dos vinhos do mundo inteiro? dos vinhos portugueses? dos vinhos verdes? É que se assim for a produção esgota já hoje.

Kroniketas disse...

Apesar de tudo ainda há coisas que nos surpreendem. Embora cada vez menos...