sexta-feira, janeiro 30, 2015

Mapa

Quero crer que se tivéssemos um mapa nas mãos, não nos perdíamos demasiado vezes. Com mais ou menor dificuldade, acabaríamos por encontrar o destino, o caminho certo. 

Rótulo giro, bem conseguido.
Ou, creio por vezes, se calhar o mapa que nos deram, vem com as legendas trocadas, com caminhos errados, sem continuação, sem saídas, com diversas e incontáveis armadilhas dissimuladas. Mapas que obrigam-nos a repetir o mesmo percurso, vezes sem conta, até ao lugar de partida. Gasta-se tempo. Tempo que, a partir de certo momento, começa a ser precioso. Tempo que, a partir de certa altura, deixamos de ter.

Um vinho que sabe a Douro. Com fruta, com alguma intensidade. Melhor, bem melhor no segundo dia. Ficou mais fresco, mais aberto. Parece-me, no entanto, que não trouxe muito de novo. Um bom vinho.
Na volta, julgo, tudo se resume a uma questão de (i)literacia, de incapacidade de interpretar, de perceber o que está assinalado no mapa.

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