quinta-feira, fevereiro 12, 2015

Branco com todos e com tudo

O branco foi ou é, ainda, o irmão pobre do tinto. O Branco foi ou é, não sei bem, produto com menos status, sub. O Branco foi ou é, parece-me, algo que não tem a mesma importância que o tinto. Verdade seja dita, o Branco era ou é menosprezado por quem o fazia ou por quem o bebia. Diria que foi ou é relegado para planos subalternos por quem se achava mais conhecedor ou experimentado nas artes da maridagem ou que O vinho era ou é tinto. O Branco tinha que ser, também, baratinho

Um branco sénior. Um branco que dispensava, no momento, os outros vinhos.
O Branco foi, durante largos períodos, um líquido para beber (quase) cristalizado em gelo. O Branco era um acelerador de euforia para jovens menos endinheirados. O Casal Garcia, o Gatão, o Lancers eram fiéis parceiros.
Mesmo nos períodos menos áureos do Branco, confesso que sempre gostei mais dele do que do tinto. Declaro que fui obrigado a beber tinto, porque a comunidade assim pressionava. Eram as regras. 

Um vinho que revelou força, complexidade, profundidade nos aromas e nos sabores. Um vinho para beber e desfrutar. Um Vinho.
Uso o Branco com quase tudo, se não com tudo. Bebo branco com carne branca, escura, rosada, grelhada, estufada ou cozida. Com peixe gordo, magro, assado, frito ou cozido. É Branco com todos e com tudo. E por diversas vezes, se não todas, a garrafa esvazia num ápice.

4 comentários:

ejmdias disse...

Pingus, concordo plenamento contigo. Como excelente ligação gastronómica tenho o de um cabrito assado no forno com um lote do Dão (com estágio de madeira) e com alguns anitos (6 anitos) e soube-me pela vida! A garrafa desapareceu em 3 tempos...

Grande abraço.

Anónimo disse...

Foi ou é vai virar música?

L.

Pingus Vinicus disse...

Vai.

Anónimo disse...

Temos novo fandango.

Carlos