sexta-feira, abril 10, 2015

JMF Moscatel Roxo 20 anos: Moscatel que é Moscatel de Setúbal

Por muito que tente, por muito esforço que imprima em entender ou aceitar, há coisas que são o que são, para mim. E perdoem-me, todos aqueles, que acham o contrário. A presumível liberdade, em que vivemos, assim vai permitindo. Não encontro casa que trabalhe, na generalidade, os Moscatéis de Setúbal com a mesma mestria da José Maria da Fonseca. Dou de barato que esta afirmação tão taxativa, tenha como sustentação o meu eventual desconhecimento sobre o que há ou não na região.

Com uma profundidade e complexidade ímpares que o situam ao nível dos grandes vinhos licorosos portugueses.
A capacidade de perdurar na memória é elevada. Passadas horas, após o último gole, ainda pupulavam um conjunto de sensações sumptuosas, luxuriantes, levando-nos a pensar que a vida pode ser próspera.
São raros, muito raros (ou residuais) aqueles que conseguem situar-se no mesmo patamar. São pesados, demasiado melados, parcos em frescura e complexidade, planos e sem garra. Sem aquele toque muito especial, que nos faz ficar efectivamente feliz o resto do dia ou com enormes saudades no futuro, por causa da sua ausência. Acabo como comecei: são o que são.

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