terça-feira, maio 12, 2015

A Touriga, outra vez

Correntes e contra-correntes. Existe uma imensidão de entendidos na matéria que diz estar farta da Touriga Nacional. Essa mesma imensidão pede, ainda, encarecidamente outras castas, pois a tal Touriga Nacional é, segundo consta, fraquinha, frouxa, monocórdica e linear.


Eu acrescentaria ao tal rol de epítetos, que ao caminharmos para o sul não passa, a maior parte das vezes, de uma senhora exuberante, voluptuosa, imediata, bem torneada, mas com fraca personalidade. Porreira, portanto, para momentos fáceis, rápidos e sem memória. Beber e esquecer. Ou nem sequer beber.


O que vale é surgirem, aqui ou além, vinhos que fogem a essa norma. Que parecem dizer que é possível fazer qualquer coisa com mais conteúdo, com mais interesse e sem complicar muito. Sem tentar mostrar aquilo que não é e não tenta ser. Apetece dizer: basta simplesmente não abastardar. Aparenta ser simples, não é?

3 comentários:

Anónimo disse...

E esse é ou não é?

Pingus Vinicus disse...

É tudo o que quiser!

Anónimo disse...

Oh homem! Explique-se!