sexta-feira, junho 19, 2015

Real Companhia Velha: O Branco das Carvalhas

Apetece-me dizer impropérios, vociferar sobre qualquer coisa, sem regras e sem cuidado no verbo. Elevar ao extremo, sem cuidado qualquer, a libertinagem. 


Quero libertar a língua e dizer que o que me apetece, sem rodeios. Se discordarem, não liguem, relevem para segundo plano. São palavras de alienado, de um tipo que julga segundo critérios obscuros e tendenciosos. Sem regra e sem método. Ou amo ou odeio. Não existe meio termo. O meio termo é, apenas, sinal de submissão, de quem não julga com paixão e se esconde numa discutível independência. 

Branco de 2012
Este vinho está bom. Este vinho é muito bom. Soube-me, porque caiu bem, pela vida que nunca hei-de ter. A complexidade de sabores e de cheiros era enorme. Uma intensa sucessão disto e daquilo. Com garra, com intensidade, com classe. Um vinho, que se lixe, quase perfeito. Esvaziada a garrafa, despida de qualquer réstia de vinho, instalou-se aquele fatal estado de ebriedade, que nos eleva a estádios de felicidade desmedida. 

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