domingo, novembro 15, 2015

Parte I: Quinta de Saes Reserva Branco

É provável que a colheita de dois mil e catorze fique registada, acho eu, como uma das interessantes para os vinhos brancos. Paulatinamente vou provando um ou outro vinho e fico com a ideia que só não fará bem quem, eventualmente, não quiser, não quis ou não soube. Os vinhos parecem-me frescos e tensos, com doses de acutilância muito generosas. No Dão, em particular, o cenário afigura-se muito prometedor.


Este Quinta de Saes é um puro exemplo da limpidez, da presumível pureza que um vinho branco deve ou devia ter. Conjuga, de forma bem coerente, um conjunto de atributos que vão desde a longuíssima frescura, a tipicidade, a profundidade, a elegância e a não menos importante capacidade de envelhecimento.


Temos aqui, a preço controlado, um modelo do que pode e deve ser um belo vinho branco do Dão. Apetece dizer que a receita do como se deve fazer não se perdeu. Anda é desvirtuada, há muito tempo.

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