quarta-feira, fevereiro 17, 2016

João Paulo Martins e os Pseudo-pensantes

Não sou capaz de ficar indiferente as estas palavras. Deixam-me incomodado e perplexo: "Foi na sexta feita passada que se entregaram os óscares do vinho português, desta vez em Sangalhos, no Centro Desportivo de Alto Rendimento, onde couberam 1020 pessoas sentadas. É obra. Os prémios, já se sabe, premeiam alguns nomes que são previsíveis mas há sempre outros que são inesperados. Por um lado o país é pequeno e os grandes, grandes vinhos não são assim em tão elevado número. No ténis, se a comparação é possível, é bem pior: são sempre os mesmos a chegar às meias finais dos torneios do Grand Slam e há centenas, milhares de jogadores no ranking. E se formos para o futebol nacional, a pobreza e falta de originalidade é ainda maior. Isto serve apenas para alertar algumas cabeças pseudo-pensantes que já começaram a destilar comentários na Net, local por excelência onde cada um tem o direito de escrever o que lhe vier à cabeça. É preciso é que falem, diria o célebre pensador..." 

William, ou apenas Will Sommers foi o bobo da corte de Henrique VIII ou Bobo do Rei 
Nunca pensei que passados mais de quatro dezenas de anos sobre o que aconteceu algures no tempo, fosse possível ser confrontado com tamanho incómodo. Diria, até, que são palavras reveladoras de muito pouco jogo de cintura. Denunciam, quiçá, o típico olhar de quem costuma colocar-se num ângulo superior sobre a populaça, esperando ser venerado, sem qualquer questionamento, sem qualquer dúvida. Coisa de deuses ou nobres Do tipo: Eu é que sei. Estejam, mas é, calados. Creio que serão, acima de tudo, sinais de provincianismo autoritário. 
Desta forma, os comentários da multidão são sempre despropositados. São uma chatice, pá! São actos de gente boçal que se acha no direito, sei lá, de fazer perguntas, manifestar, não sei, estados de espírito. Depois a Net, essa malvada, que permite a qualquer um dizer o que pensa, sem qualquer controle, sem qualquer visto de censura. Maldita liberdade de expressão que possibilita cuspir para o ar meia dúzia de observações sem qualquer fundamento, sem qualquer sentido e sem que ninguém diga que isso não se pode fazer. Piores são os pseudo-pensadores, perigosos provocadores, que têm a veleidade de agitar o povo que trabalha descansadamente e sossegadamente nos campos. Que sejam enviados para os calabouços e castigados severamente. Ostracizados, se possível. Ala.
E em jeito de compromisso, prometo solenemente que não voltarei a falar destes assuntos, tão depressa. Irei remeter-me a um silêncio compulsivo, pois tenho com medo de ser castigado em algum auto-de-fé. Ou pior. Ser olhado de soslaio e desdém, como se fosse um leproso.

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