sexta-feira, março 11, 2016

Moscatel de Setúbal: O estado da nação

As minhas escolhas estão cada vez mais afuniladas e restritas no que respeita ao Moscatel de Setúbal. A nova geração de moscatéis é caracterizada, em termos gerais, pela enorme falta de frescura,  pela ausência quase total de equilíbrio. Estão num patamar de complexidade muito abaixo dos pouquíssimos produtores se encontram no topo da pirâmide.  

Um moscatel bem balanceado e fresco, onde as sugestões a laranja, a toranja, a tangerina se misturam de forma equilibrada  com impressões a frutos secos. Com um nível de complexidade muito elevado. Um exemplo de como é possível colocar no mercado um vinho moscatel de superior qualidade a um preço que me parece perfeitamente aceitável. Incontornável. Exemplo de que é possível beber, sem ficar em estado de profundo enjoo.


São, na generalidade, vinhos chatos, profundamente doces e sem qualquer rasgo de genialidade. São apenas, atrevo-me a dizer, meros vinhos muito doces que indubitavelmente vão cansar-nos ao fim de poucos tragos. Pouquíssimos, aliás. Para serem acompanhados com limão, muitas pedras de gelo, e ou servirem como base a cocktails.

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