segunda-feira, junho 27, 2016

Com mais ou menos manipulação!

Por causa das ditas leveduras e outros quejandos, devo dizer que fiquei, por alguns momentos, meio confuso com a possibilidade de andarmos meio enganados. Do tipo, pensarmos que bebemos uma coisa que não é essa coisa,  tal como aconteceu com os infalíveis carros germânicos. Por isso, conduzo uma frota de prosaicos e velhos Fiat's. Sei que valem pouco, não enganam, têm muitas falhas (não compro um carro desde dois mil e quatro), mas sei com o que conto. 
Passada a celeuma do bendito purismo versus a maléfica manipulação, tenho que ser honesto comigo. Sou um consumidor polivalente. Ui que coisa horrível! Bebo vinho com madeira, sem madeira, da garrafa, do pipo, do jarro, com copo todo bonitinho ou em copo rude. 


O que importa ou o que tem importado até agora, tem sido o momento ou os momentos, independentemente se este ou aquele vinho cumpre ou cumprirá todos os preceitos, sem qualquer desvio ao que achamos ser o mais correcto. Tenho que ser franco, não percebo de enologia, não sei como se faz um vinho e não posso por isso, defender uma dama, lá porque este ou aquele me diz que é assim. As minhas capacidades de bebedor, não permitem descobrir onde está o gato. Não, não sou capaz.  Mas penso sobre o assunto.
Por isso, deixarei de beber o que bebia, por causa das dúvidas? Decididamente, não! Até porque, dou e sempre dei mais importância às emoções, aos estímulos, às memórias, aos momentos e acima de tudo à companhia. Tenho andado sozinho, por opção. Os vinhos que não bebia, continuarei a não beber e aqueles que bebia continuarei, por certo, a bebê-los. Depois lá por serem mais ou menos manipulados, muitas vezes não (me) diz quase nada. Tem que haver mais qualquer coisa. Têm que fazer click. O meu, que é o que importa. 

1 comentário:

Tudo Qué Bonito! disse...

Era difícil estar mais de acordo, apesar de saber ainda muito menos de vinhos que tu. A verdade é que, como na comida, os momentos muitas vezes mandam mais que o resto. Quantas vezes um vinho que nos soube bem numa altura, na outra parece que nem tanto? E claro, há o acondicionamento do vinho, a temperatura, tudo isso. Mas não é só isso. Há mais. Há o momento. :) Esses sim, definem tudo. Bom artigo!