sábado, julho 16, 2016

Filipa Pato Bical&Arinto

Independentemente da qualidade de cada vinho, faz-me confusão, aliás sempre fez, devo dizer, ver escarrapachado em rótulos determinados chavões, que servem para pouco mais do que estragar esses rótulos. Por vezes, fica no ar uma sensação de pretensiosismo escusado. Devo dizer que não há necessidade.


Dão ideia, esses chavões, que querem mostrar, um pouco à força e por repetição, que não há marosca, que não existe intervenção, que é tudo autêntico, como é o caso. Em detrimento dos outros que poderão ser o contrário. Acho que, mais uma vez, não havia necessidade. Cada um é como é.
Se quem faz vinho, seja ele qual for, está certo das suas convicções, acredita numa determinada forma de estar, creio que não há, mais uma vez, a necessidade de mostrar ao mundo que trilha um caminho próprio. Pelo menos de forma ostensiva. Quem se interessa pelo assunto irá certamente notar as diferenças. Quem não se interessa, não vai querer saber. 


E o vinho em causa, pela qualidade que tem, não precisa que seja anunciado como sendo um vinho autêntico. Ele já o é. Bastaria apenas Filipa Pato Bical&Arinto. É preciso mais? Julgo que não.

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