terça-feira, novembro 22, 2016

Se eu tivesse Guito!

Ainda hoje de manhã estava a falar com um gajo bem conhecido, sobre o que faríamos se tivéssemos guito a rolos. Permitam-me, então, partilhar com vocês o que faria se tivesse guito sem fim.  
Pois bem se eu tivesse guito, mas mesmo muito, não compraria muito mais referências do que aquelas que agora compro. Naturalmente, em vez de comprar uma garrafa de cada vez e não saber o que fazer com ela, passaria a comprar às caixas. Mas vamos por partes. No que respeita aos vinhos tugas, se eu tivesse muito guito, encharcava-me em vinho da Madeira, do bom, daquele estratosférico, depois avançava para os Portos, na vertente super tawny ou super colheita. Desses que agora estão aparecer por todos os lados, que custam uma pipa de massa e que nunca irei beber. E encerrava as compras com os moscatéis de Setúbal velhos. Moscateis sérios. Nos vinhos tranquilos, apenas uns ajustes aqui ou além. Nada de significativo.


Depois virava-me lá para fora. Aí sim, esturrava muito. Era Champanhe, era Borgonha, era Cotes du Rhone. Depois lançava-me para os Rieslings alemães, austríacos, da Alsácia, para os Icewine canadianos, para alguns vinhos da Austrália e dos States. E alguns italianos, pois claro. E por aqui me ficava durante algum tempo. Já tinha muito para me entreter. 
É claro que também compraria algumas coisas para voltar a temperar o pargo, como deve ser. A comida também necessita.

1 comentário:

João Filipe S. Gil Clemente disse...

Não faria muito diferente meu amigo, só me daria a um outro luxo tão prazeroso como tomar esses vinhos, comprá-los in loco!!