quarta-feira, maio 24, 2017

Confuso?

Analisem, por favor, esta página da Revista de Vinhos - A Essência do Vinho relativo às boas compras do mês de Abril de 2017. Digam-me o que acham. Ajudem a desmontar a coisa. Acham que um vinho com classificação de 14,5 e que custa 10.50€ pode ser considerado uma boa compra? Terá o produtor em causa partilhado esta informação efusivamente?


Outra curiosidade: dois vinhos com a mesma nota, mas com preços completamente díspares (Curva Reserva 2013, o tal que custa 10.50€ e Kopke 2013 que custa 4.30€), ambos do mesmo produtor, ganham o selo Boas Compras. Mirabolante, não? Ah! E como é que um vinho com uns honrosos 13,5 tem direito ao selo? Só porque custa uns simples 2.99€? Parece-me muito curto. Epá, se fosse o produtor do vinho em causa, acreditem, que partilhava com muito alarido e em tom de provocação. Do tipo: tomem lá. Fico com a ideia que cabe tudo ou quase tudo nesta categoria. Desde a água ao jarro do Vinho da Casa, presumo. Há coisas do arco da velha que não se entendem e deixam um tipo meio confuso.

6 comentários:

Rui disse...

Pingus,
pensei exactamente o mesmo quando recebi o email da própria revista sobre as boas compras de Abril. Destacam 11 vinhos dos 36 desta lista e lá está o Curva Reserva. Há 20 vinhos com pontuação superior dos quais cerca de 17 possuem preço inferior. Mas este é que é destacado...

Ainda não li nenhuma das revistas desde as reformulações mas este tipo de critério nesta nova Revista de Vinhos não me dá muita confiança como mero consumidor... E a juntar ao artigo do Pedro Garcias no Fugas sobre o vinho da Adega Mãe...

Boas provas!
Chapim

Pingus Vinicus disse...

Rui é isso mesmo, isso mesmo.
Um grd. abraço!

Rui Correia disse...

Como a minha empresa não tem lá nenhum vinho, sinto-me até mais à vontade para comentar, porque infelizmente, mesmo que eu queira ninguém que me conheça vai dissociar a minha opinião pessoal do facto de eu trabalhar numa empresa do setor.
Acho que estão claramente a ser tendenciosos todos os comentários que estão a aparecer nos meios digitais sobre a nova 'velha' revista de vinhos.
O Próprio José João já escreveu sobre a sua idoneidade e independência, mas mesmo assim ninguém o respeita. Nem a ele nem aos restantes críticos da revista.
Qualquer um pode discordar das escolhas, porque são pessoais e baseadas em gostos próprios, únicos. E para isso basta abrir a lista ver, concordar ou discordar e ir á sua vida. Ou então, se já sabem á partida que aquela revista é uma porcaria, nem abram o e-mail.
Eu não compro o jornal o jogo nem o correio da manhã porque já sei á partida que não me revejo no conteúdo. Nem tão pouco recebo as suas newsletters.
No final de contas qual é o prazer de ver ou ler só para dizer mal?
Ou então, se queremos ajudar a que os críticos ou a revista sejam melhores, façamos textos profiláticos e com um sentido de melhoria. Ou é assim tão difícil?
O mundo agradece. Neste caso concreto, o mundo dos vinhos.
Vamos tentar fazer melhor que os nossos pais e vamos construir um mundo melhor, um país melhor, para que os nossos descendentes encontrem um Portugal melhor quando tiverem as nossas idades.
Está tão ao nosso alcance!

Pingus Vinicus disse...

Olá Rui. Obrigado pelo seu comentário. Respeito a sua opinião.

Se queremos ajudar os críticos? É preciso que eles queiram ser ajudados! É preciso que venham explicar-nos o porquê das suas opções. Porque escolheram A e B e não C ou D.

Sim, todos nós queremos fazer um mundo melhor. Um mundo real, não um mundo de fantasia com gente calada. Infelizmente, discordar ou levantar questões é cada vez mais associado ao dizer mal.

Sobre opções de leitura, apenas, digo que estava à espera de muito mais da RV actual. E sobre a independência, somos todos independentes e idóneos. Ou deixamos de o ser quando temos posições contrárias?

Como disse, respeito a sua opinião (respeito todas as opiniões diferentes da minha), mas estou nos antípodas da sua posição. E é a discutir de forma aberta que construímos um mundo melhor, um mundo de gente que pensa, que constrói, que reflecte.

Permita-me que lhe envie um abraço
Rui Miguel Moreira Massa

Anónimo disse...

Olá.
Os preços apresentados, nao são os reais.
Erro que esta revista comete em todas as ediçoes.
Gostaria de saber, onde comprar, por ex, um Cartuxa, ao preço anunciado.
Se calhar, é isso que motiva este post e toda esta discuçao...

Rui disse...

Quanto aos preços dos vinhos por acaso até fiquei com a ideia que estavam mais enquadrados com os de mercado.
E no que se refere ao Cartuxa Colheita Branco até está caro para o que se encontra em alguns espaços comerciais:
https://www.garrafeiranacional.com/2015-cartuxa-branco.html

Boas provas!
Chapim