segunda-feira, maio 21, 2018

Na Tasca

Há momentos em que não queres comer nada em particular e não queres beber nada de especial. Queres, apenas, libertar-te do peso que tens em cima dos ombros. Queres sacudir toda a pressão que tens no lombo. Queres, apenas, tirar o pipo e aliviar. Queres esquecer muita porra que te mói a mona, dia após dia.


Vais para o petisco e entras no primeiro lugar que vês à tua frente. Escolhes qualquer coisa, sem pensar na razão da tua escolha. Começas, num ritmo sôfrego a enfiar no bucho tudo o que vês. De forma completamente aleatória as travessas vão sendo limpas até ao último resquício. Acompanhas com um vinho prosaico, mas honesto. Nem queres saber se o copo é adequado ou não. É perfeito para o momento. Nem mais e nem menos.



Ao saíres, reparas na montra que está lá fora. Uma montra que faz arregalar os olhos, pela imponência da decoração. O conteúdo era ostensivo, provocador. Quase pornográfico. Profundamente decadente. Prometes a ti mesmo que terás de regressar ali, desta vez com um objectivo mais definido. Com um propósito mais concreto. Só para tirar as teimas.

2 comentários:

Artur Hermenegildo disse...

Onde?

Pingus Vinicus disse...

Artur, está um link na palavra ali ;)

PS- Tasca da Fatinha, Setúbal