
Este produtor possui uma área total de 256 hectares, divididos por duas quintas paralelas, a propriedade das Altas Quintas localiza-se no Nordeste Alentejano, dentro do Parque Natural da Serra de S. Mamede, a uma altitude que oscila entre 496 e os 770 metros. Além de 48 hectares de vinha, possui 80 hectares de pinheiros, 50 de árvores de fruto e oito de olival. Baseada em castas autóctones, como a Trincadeira e o Aragonez nos encepamentos tintos, Verdelho e Arinto nos encepamentos brancos, a vinha contém ainda percentagens menores de variedades com elevado potencial enológico, como a Alicante Bouschet, Alfrocheiro e Syrah.
Desta vez, a relação aligeirou-se com os novos vinhos Altas Quintas Crescendo. Vinhos idealizados para as grandes massas, de fácil acesso. Vinhos que se vão situar num patamar abaixo do Colheita e do Reserva.
Desta vez, a relação aligeirou-se com os novos vinhos Altas Quintas Crescendo. Vinhos idealizados para as grandes massas, de fácil acesso. Vinhos que se vão situar num patamar abaixo do Colheita e do Reserva.
O Rosé Altas Quintas Crescendo (de 2006) veio envolvido com uma cor bastante curiosa, pouco habitual neste tipo de vinhos. Andava ali entre o tijolo, o castanho, o âmbar, o verme
lho. Desculpem-me, mas nunca fui muito bom a caracterizar cores. Muito longe daquela cor rosa choque que se costuma ver. Os aromas espantaram-me pela secura que apresentavam. Longe da doçura, longe dos rebuçados, dos morangos maduros, das framboesas. Distante da exuberância típica dos vinhos rosés. O tal toque da folha de tomate voltou a surgir. Será invenção, entusiasmo a mais?
Ao contrário do habitual, deixei subir um pouco a temperatura para verificar se o doce não estaria, eventualmente, escondido por causa dos poucos graus celsius a que tinha sido sujeito. Manteve-se contido. Totalmente remetido para papel secundário. O estilo seco manteve-se. Na boca, seco, levemente vegetal, sem enjoar. Autênticamente um vinho contra-corrente. Como alguém disse, por aí, será que está a surgir uma nova vaga de vinhos rosés, menos femininos? Nota pessoal: 14,5
O Tinto Altas Quintas Crescendo 2005, pareceu-me possuir um perfil algo afastado do Colheita e do Reserva. Se calhar a ideia era mesmo essa. Criar um vinho consensual, destinado a um espectro mais alargado de consumidores. Compreende-se. Menos mineral, menos vegetal, menos complexo. Mais moderno, mais acessível, extremamente guloso, redondo, bem limado. Chocolate com leite, o tabaco, a fruta madura eram as traves mestras deste vinho. Sempre suportadas por um bom nível de acidez. Fundamental neste tipo de vinhos. É um vinho um pouco monocórdico, mas de uma gulodice fenomenal. Nota pessoal: 15

Ao contrário do habitual, deixei subir um pouco a temperatura para verificar se o doce não estaria, eventualmente, escondido por causa dos poucos graus celsius a que tinha sido sujeito. Manteve-se contido. Totalmente remetido para papel secundário. O estilo seco manteve-se. Na boca, seco, levemente vegetal, sem enjoar. Autênticamente um vinho contra-corrente. Como alguém disse, por aí, será que está a surgir uma nova vaga de vinhos rosés, menos femininos? Nota pessoal: 14,5

Resta-me esperar por um branco. Um branco das montanhas do Alentejo. A paixão essa, não esmoreceu com estes vinhos, pelo contrário. Por vezes, precisamos de acalmar a fogueira.
Comentários