sexta-feira, outubro 19, 2007

Perene 2003

Um tinto que nos convida a entrar (sem pressões) num ambiente simpático, muito cordial. Os olhos, aqui, esbugalham-se de admiração. Estava à espera de algo mais bruto, mais rude.
Serviu fruta madura, sumarenta e suculenta. Sem enjoar. Parecia que tinha sido colhida, não há muito tempo. Escorria pela goela, sem atritos. Levou-me, depois, num pequeno passeio ao longo de uma estrada tolhida pelas encostas de xisto, onde surgiam pequenas manchas de estevas floridas. Viagem suave, discreta, mas relaxante. Parámos aqui, além, para beber um pouco de chocolate, saborear a baunilha. Tudo ligeiro e brando. A vontade que tinha em continuar a viagem esbarrou na limitação do condutor. Não conseguiu ir mais longe. Meio acanhado, despediu-se timidamente.
Fiquei à beira de desfrutar um belo passeio. Tinha tanto para visitar. Ainda vi de relance, ao longe, meio tapado pelos morros, qualquer coisa que acenava. Escapou-me.
Talvez para a próxima, com outra companhia, com outro vinho, noutro ano. Nota Pessoal: 14,5

Post Scriptum:
Um Douro que anda, por aí, perdido nas prateleiras.

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