domingo, Abril 27, 2008

Rodeio Dão Colheita 2006

Depois do tinto, surge o branco (feito a partir de Encruzado, Bical, Malvasia-fina e Cerceal). Escuso de dizer, mais uma vez, que não sabia que existia. Iria repetir as mesmas palavras (que não é raro). Salto já para as (minhas) considerações.
Cor clarinha, brilhante.
Os aromas apresentaram-se com um registo demasiado discreto. Pouco esclarecedores e (sempre) muito frágeis. Tive que deixar subir a temperatura para entender, um pouco mais, o que andava por ali. Fui descortinando sugestões a ananás e eventualmente a calda de pêra, mas sempre numa pose pouco ostensiva. Mais intensidade não lhe faria nada mal. Senti, ainda, uns quantos cheiros a erva e a feno. Abusando do meu nariz, ou puxando pela minha imaginação, ficou no ar uma ténue tentativa para que o mineral fosse sentido.

Por muito que desse volta à cabeça, não conseguia descobrir neste branco do Dão um interesse por ali além. Tudo muito igual.
Os sabores, apesar de possuírem razoável frescura, reconheci pouca coisa. A sensação de enorme vazio era considerável. Mais uma vez, forçando a imaginação, o vegetal era o único sabor que esforçava-se para animar a boca. Final curto e de pouca memória.
Um branco que achei (muito) mediano. Olhando para o tinto, não tem nada haver. Nota Pessoal: 12

Post Scriptum:
Reparei, só agora, que tinham passado dois anos.

3 comentários:

Chapim disse...

Caro Rui,
vamos lá então puxar aí de um vinho mais interessante para comemorar esses dois anos em beleza!!!

Parabéns! E que sejam muitos mais!
Boas provas!!!

Copo de 3 disse...

Bem me parecia que um daqueles brindes de ontem à noite era para ti :)

Pingus Vinicus disse...

Foi um brinde encomendado. :)