segunda-feira, Novembro 03, 2008

Sousa Lopes 2 Mil ' 07

Mesmo com a chegada dos ventos frios (está a palpitar-me que este ano a coisa vai ser fria), apesar de sentir o corpo a pedir por líquidos de cor mais escura, mais cheios e encorpados, não perco a oportunidade de beber um vinho branco, de cariz mais ou menos ligeiro. Eles sabem bem em qualquer altura.
Este vinho branco (de Vila Nova de Famalicão) despertou-me a curiosidade pela combinação, pouco usual, entre castas. Chardonnay e Loureiro. Um jogo que se mostrou interessante e que valeu a pena assistir. Houve, em certos momentos, originais sensações.
Os aromas pareceram-me, no essencial, tendencialmente vegetais, com fortes impressões a folhas secas, a flores secas (lembrem-se daqueles arranjos que existem nas floristas e que safam a malta numa emergência) e a feno. Não deixou de ser engraçado sentir uma enorme sensação seca. Nesta altura, não era um branco comum. Depois disto, de depois de sacudido mais um pouco, começaram a surgir cheiros a fruta. Fruta fresca, verde e ácida. Maçã e pêra (alguém comeu por aí umas pêras verdes, de reduzido calibre e rijas? Quando ficam maduras ganham uma rosácea). Estavam regadas abundantemente por lima e limão. Pelo meio, passou, ainda qualquer coisa mineral. Provavelmente impressão minha.
O sabor era fresco, com boa intensidade. Mais uma vez insistiu na secura. O final era citrino e mineral, depositando, mais uma vez, uma pequena dose de secura.
Um vinho que se mostrou saudavelmente leve (apenas 11,5% de graduação alcoólica). Pessoalmente agradeço. Nota Pessoal: 15

Post Scriptum: Um vinho da responsabilidade de Gonçalo Sousa Lopes. A par de Rui Cunha formam a GR Consultores.

1 comentário:

Alimentos disse...

Muito bom.
Dá uma passadinha lá no meu depois

mundodosalimentos.blogspot.com