quinta-feira, Novembro 12, 2009

Dona Berta (Douro) Rabigato Vinhas Velhas 2008


Tal homem, tal vinho. Sem favores e sem meios termos. A terra dá, a terra tira. O resto é para desfrutar. Tudo é vivido com intensidade, com paixão, com loucura. Como percebo esse olhar.
Os vinhos nascidos na Quinta do Carrenho revelam, e bem, a dureza, a genuinidade da natureza. Olhei para eles, sempre, de forma muito singular.


Antes de continuar, assumo, desde já, que gosto dos vinhos de Hernani Verdelho. Os brancos integram, e sem qualquer tipo de concessões, o lote dos meus favoritos. Feito o esclarecimento adequado, irei inventar sobre o que achar conveniente. Apetece-me, simplesmente, falar.

Austero, forte, vegetal em toda a largura. Pedregoso, rochoso. Um branco corpulento, com arestas por limar. Monobloco. Pediu, incessantemente, um copo amplo, largo. Ele precisava disso.
Estranhamente verde e maduro. A maçã e a pêra misturavam-se com a laranja, com a toranja, com a lima, o limão. Em simbiose. Cheiros sem artefactos, e sem arranjos desnecessários.

Na boca a acidez preenche o palato. O carácter seco e mineral imponha-se com força. Quase que gritava lá dentro. Sério, grave, meio rude. Que raio de vinho! Nota Pessoal: 17

Para alguns estará em construção. Para mim está no ponto.

3 comentários:

Miguel Pereira disse...

Rui, tás um artista com a máquina na mão:-)

Abraço

Pingus Vinicus disse...

Miguel, a máquina serve para tapar outras deficiências. :)

Abraço

Paulo Pacheco disse...

17?!?!?!?!?!?!?
mannnnnnn

LOL