terça-feira, Fevereiro 08, 2011

Quinta do Noval Colheita 1968

Tawny seco, cortante. Fruto seco, grão de café, iodado, levemente vinagrado. Porto que serve para acalmar a alma, o espirito desinquieto. Espírito e alma desassossegados, sem rumo e desnorteados em travessia pelo mar revolto. Onda para cá, onda para lá. Rocha aqui, rocha acolá.

Metem-se mais uns goles no bucho. Auxiliam a passagem, ajudam a transpor tormentos. Ao longe ribombam, sem norte, os canhões. As canhoeiras, essas, navegam quase sem governo. Formam-se alianças. Arremessam umas às outras beijos de fogo. Horizonte em flamas. A minha tripulação espera por ordens. Que fazer!? Partilhar mais uma soberba concha daquele vinho e seguir em frente.

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