domingo, Março 20, 2011

Quinta da Pellada e Álvaro Castro

Período antes da Ordem de Trabalhos
E este bipolar blog teima em não encontrar o porto derradeiro, continua a navegar ao longe, mirando quezílias caducas, que vão desgastando os parcos recursos. O final, visto daqui, não será vanglorioso. Neste momento, o cheiro que circula indicia uma derrota humilhante. Findo tudo, sobrará apenas, e apenas, uma absurda sensação de vazio, de oportunidade perdida. Neste momento, solicito o levantamento de outros.

Ordem de Trabalhos
Ponto Único - Álvaro Castro
Após ter largado, não há muito tempo, palavras que aludiam ao distanciamento entre mim e o homem que meteu, posso dizer isto, o Dão a caminhar por outras veredas, sou surpreendido com uma sessão de vinhos da Quinta da Pellada. Oferenda de enófilo. Veio à mona os tempos em que passava horas de volta dos vinhos deste idealista beirão.
Percorreram-se cinco vinhos da colheita de 2000 e um da colheita de 1999. Uma viagem nostálgica a lugares que definhavam perigosamente na minha memória.

Belo Jaen de 2000. Mineral, pedregoso. Com fartas sugestões a terra, com flores. Um chorrilho de emoções e sensações vindas da natureza. Coisa lindaGrande Baga de 2000 que surgiu silvestre, amplo, fresco a mostrar, quase na perfeição, a simbiose entre o moderno e o clássico. Valha-nos Deus. Passo ao Pellada, continuo com a colheita de 2000simples e de lote. Difícil no começo. Duro, fechado. Aguerrido, másculo. Vinho para homem. Largava um miscelânea de coisas. Tabaco, café, lavanda, pimentas. Menta. Está para durar e ainda bem.

Viro-me, depois, para uns indecisos, estranhamente doces e banais Touriga NacionalTinta Roriz Estágio Prolongado, ambos de 2000. Irão morrer facilmente e sem glória. Termino sereno com um calmo e sedoso Tinta Roriz da colheita de 1999. Fiquei em paz e contente com a vida

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