quinta-feira, Novembro 03, 2011

Confissões de um enófilo desastrado

Este post servirá para tudo ou, certamente, para nada. Serve, antes de mais, como confissão de um tipo que se julgava bem melhor do que é, cheio de certezas sobre o assunto em causa.
Ao fim de tantos anos, de tantas provas, com centenas de quilómetros percorridos e após litros de vinho cuspidos e engolidos, as dúvidas são, agora, mais do que na linha de partida.
Precisaria, neste preciso momento, de voltar atrás e começar de novo. Muitos dogmas e afirmações acerrimamente defendidas soam a tolice, estão cheias de ligeireza no conteúdo e na forma. A ingenuidade, o desconhecimento de causa, assim o determinou e ainda determina.

Descobri, ainda, que a independência, o estado de neutralidade é condição de deuses. A carne não permite avalizar, seja o que for, livre de emoções. Felizes daqueles que o conseguem. Dormirão, naturalmente, muito mais descansados. Sou ser parcial, dependente e influenciável.
Depois, e não bastas vezes, prefiro o que ninguém quer, coloco de lado o que toda a gente prefere. Um chorrilho de contradições e desastres.

4 comentários:

Hugo Mendes disse...

Se por um lado a propensão de apanhares fila para alguma coisa é bem menor, por outro corres maior risco de ser assaltado por um bando de lobos sedento de uma ovelha tresmalhada.
É a vida! ; )

Pingus Vinicus disse...

Essa da fila é genial! Como é que não me lembrei disso? :)

João Barbosa disse...

estou contigo, estamos todos. penso que toda a gente, de boa-fé, se revê neste texto. seja em que assunto for

Pingus Vinicus disse...

Obrigado João Barbosa.