quarta-feira, Junho 13, 2012

Diálogo by Niepoort

Em tempos idos, escrevi o seguinte: "Dizem que para duas pessoas possam falar, é necessário que exista um Diálogo. De facto, é com o Diálogo que esclarecemos muitas dúvidas, ultrapassamos e resolvemos muitos problemas. É pelo Diálogo que ficamos a conhecer (melhor) determinadas pessoas. É dialogando que nos apaixonamos, que nos odiamos, que nos matamos (uns dizem que não).
Depois existem vários tipos de diálogos. Densos, confusos, eruditos, divertidos, vazios, ... Diálogos para todos os gostos. Dizem (os meus colegas de letras) que é necessário existir um emissor e um receptor para acontecer um diálogo. Acredito, que seja assim. Caso contrário seria um monólogo. Com os vinhos, não é muito diferente. Se forem casmurros, sisudos, fechados, intrasponíveis, dificilmente chegaremos a eles. Tornam-se vinhos incompreensíveis. Outros, pelo contrário. Dizem tudo, não têm rodeios, são acessíveis e vão directos ao assunto. No essencial, precisamos de todos." In 02 de Março de 2007

O 1º Diálogo, eventualmente, poderá ter acontecido no século XII: "El-Rei que acha deste vinho? Inpirador. Até estou com vontade de fundar um país."


 O 2º Diálogo, eventualmente, poderá ter acontecido algures neste século XXI e entre blogues: "Está a olhar atentamente para o vinho porquê? Conhece a expressão In Vino Veritas? Sim, e então? Então estou a encontrar a verdade no vinho. Para isso terá de o beber. (depois de o beber) E agora?"


O 3º Diálogo reporta-nos para alturas em que não queremos lembrar, seja lá o que for: "Preciso de um copo para esquecer. Dê-me outro copo para esquecer. Dê-me mais um copo para esquecer. Afinal o que pretende esquecer? Este vinho para esquecer é eficaz. Já não me lembro. Não tem vinho para lembrar?" 


Tirando o 3º Diálogo, que era branco, da colheita de 2011 e destinado ao veraneio, não notei diferenças significativas no conteúdo dos vinhos, entre o 1º Diálogo e o 2º Diálogo, que são tintos da colheita de 2010 e ambos bem durienses. Tirando este facto, diria que, ligeiramente refrescados, são porreiros para beber, para parelhar com comida, para festas e convívios.
E é preciso falar dos rótulos? Parece-me que não. Bem conseguidos e, só por isso, merecem ser conhecidos e bebidos, pois claro.

Post Scriptum: Os vinhos foram oferecidos pelo Produtor.

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