terça-feira, Julho 17, 2012

Vinhos do Além

O sermão de hoje serve, além de cumprir calendário, para não perder clientes. Clientes que assumem o vinho estrangeiro como a última descoberta, a última fronteira, tal terra prometida. Ficarei, tirando comentários breves, superfíciais e sem conteúdo, pela mera colocação de fotos, esperando que haja, ou surja, gente que consiga elucidar de forma mais conveniente o povo que anda cego. E, porque desta vez não quero fugir da moda, diria que este post é um não post. E esta, hein?
 
Um vinho da Patagónia. Para além da curiosidade do lugar, pouco interesse provocou. Nem tudo que é exótico, estranho ou distante, merece atenção.
Também não conhecia. Gostei do carácter balsâmico, com forte carga vegetal. Sei, apenas, que fez parte, algures, de uma das várias selecções do site WinePT. Compraria, sem qualquer receio.
Mantendo o rumo, naturalmente não faço ideia o que seja. Digo-vos, apenas, que gostei. Apimentado e vegetal.
Rótulo bonito, tipicamente italiano (sou eu que digo) e também gostei. Se alguém souber mais qualquer coisa, não se acanhe. Faça favor.
Em comunhão.
Um Moscatel (seria?) de Navarra. Gostei acima de tudo do nome. Capricho D'Goya.
Se não acontecer qualquer comentário, achega ou achicalhamento, fica a prova que este estranho sujeito, eu, também perde, não muitas, apenas (poucas) horas em beber vinhos de outras bandas.
 
 

7 comentários:

sinnercitizen disse...

e porque não beber coisas de outras latitudes, quanto mais não seja por isso mesmo, experimentar coisas novas? Bem me lembro quando bebi pela primeira vez um Carmenére e um Malbec Sul Americano, coisas estranhas e adocicadas. Um, pelo menos, entrou no repertório dominante de Verão e nas listagens que se serve com um bom churrasco de Verão. Tenho sido mimado neste sentido, vinhos estrangeiros, tenho provado coisas boas e algumas estranhas, mas complicadas de definir... Olhe, no Vinho ao Vivo, evento dos Goliardos provei coisas muito estranhas e diferentes. Mas quase todas boas! Viva a diversidade!

Pingus Vinicus disse...

Também estive no Vinho ao Vinho ;)

sinnercitizen disse...

Tem memória do que gostou mais? Dos italianos fiquei com a ideia generalizada, que são todos vinhos para se porem bons daqui a 10 ou 20 anos. Agora, são rapazes com demasiado musculo... dos portugueses, olhe, gostei mesmo muito de Lagar de Darei, porque o Dão e a Bairrada, á moda antiga (seja lá o que isso for...) caiu-me no goto e agora não consigo largar esse vício...

Pingus Vinicus disse...

Tenho sim senhor, além dos italianos, gostei francamente dos vinhos de Eric Texier e Domaine La Cadette.

sinnercitizen disse...

Sim, já vi que alinhamos pelo mesmo diapasão :D ... gostei muito de um italiano, que até trouxe, um Luca Roagna Langhe Rosso de 2005. 100% Nebbiolo... achei que era um dos mais "acessíveis" dos italianos lá presentes... do La Cadette foi o Melon de Bourgogne, que mais gostei. Muito interessante e mineral qb. O Texier foi um "abre-olhos", porque me fez lembrar o Dão. Muita mineralidade, algum fruto madurinho, mas nada de extraordinário. Até ao fim da noite andei com o Chateneuf du Pape na memória, mas o Brezeme Rousanne, achei extraordinário.

Anónimo disse...

Dos vinhos indicados apenas conheço bem o lalama.
Desde a colheita de 2006, o que está no mercado agora é 2008, que bebo regularmente, é da Galiza da casta Mencia e apresenta apenas 12,5 graus.
Os vinhos da casta Mencia são muito cotados em Espanha e nos EUA sendo dos mais conhecidos o Pecado e o Ultreia do Raul Peréz. Em jeito de provocação seria de perguntar aos produtores do Dão porque não lhe ligam nenhuma pois aqui dá pelo nome de Jaen...
Cumprimentos
JFreitas

Pingus Vinicus disse...

JFreitas, no Dão, e estou a falar de cor, só me lembro da Quinta das Maias (Luis Lourenço é um adepto ferveroso), Terras de Tavares (João Tavares de Pina é outro adepto) e a Quinta da Bica que tem um bivarietal com o Rufete (e que gosto muito).
Em tempos a Coop de Tazem fez, julgo em 2000, um varietal de Jaen.
Há ainda algumas experiências dispersas por vários produtores, em que a jaen é combinada com outra casta.
Sem tem qualquer conhecimento de viticultura ou enológico, parece-me que há preconceitos, em demasia, em relação à casta.