Herdade do Cebolal: Alentejo Litoral

Com atraso. Peço desculpa! Não é hábito, mas aconteceu. Posto isto, devo dizer que não conhecia o projecto, que não conhecia os vinhos. Estava, deste modo, completamente desprendido de influências, de pressupostos. Foi ouvir, sentir e perceber.






Gostei francamente do que senti, do que ouvi, da paixão e da emoção que as palavras foram paulatinamente saindo e circulando pela sala. Apreciei a genuinidade, o empenho em querer tentar fazer, eventualmente, diferente. Entre brancos e tintos, sentiu-se ou pressentiu-se que há uma lógica: desenvolver e apostar num Alentejo desigual, mais fresco, mais costeiro, mais marítimo. Já agora, não deixa de ser curioso observar a corrente migratória que está acontecer para esta zona do território, em busca da brisa do oceano, com o intuito de refrescar e aliviar o calor das terras de dentro.






E apesar de saber que, ainda, há gente que insiste em ser, ou fingir ser, imune à preferência, ao que gostamos mais e ao que gostamos menos, remato a coisa de forma muito simples: Façam o favor de consumir estes vinhos brancos. Vinhos brancos de enorme categoria.

Comentários

Diogo Rodrigues disse…
É apostar num Alentejo diferente e muito litoral mas ainda pertence à região Vinícola da Península de Setúbal.
L. disse…
desses só provei o caios branco, e gostei bastante.
Pingus Vinicus disse…
Sou franco, não tem qualquer sentido que um vinho desta parte do território faça parte da Península de Setúbal.
Anónimo disse…
provei e bebi uma garrafinha herdade do cebolal tinto gostei e a minha companheira tambem.