sexta-feira, abril 18, 2014

Casa Albuquerque: Encruzado

Poluição? Lobby? O que seja, o que queiram. Escolham a forma e o estilo. Pessoalmente, é viver, é desfrutar, é descobrir. É insistir, é falar de tudo e de nada. Depois de meia tempestade, de uma vaga que bateu na rocha, deambulei por entre paredes, por entre quelhas e penedos. Vivi e revivi.


No meio de muita pedra e fragas, encostado ao rio Mondego, no meio de quase nada, apanhei um vinho que só conhecia de nome. Pouco mais.


Um vinho com fruta citrina, cristalino, directo, fresco e refrescante. Basicamente mais um Encruzado, mais um varietal desta casta que parece, já, saturar muita gente. Atrevo a dizer que, ainda assim, venham mais.


A título pessoal, senti pela frente um vinho que conjuga com a região, que satisfaz pela honestidade, pela coerência de aromas e sabores. É, ao fim ao cabo, mais uma interpretação que merece ser conhecida, bebida, e porque não, debaixo de uma latada, encostado a um muro de granito. E finda a garrafa, dormir debaixo de uma qualquer árvore, satisfeito da vida.

2 comentários:

Rui Oliveira disse...

Ninguem se farta de encruzados e quanto mais se bebe mais os produtores iram apostar neles...pena que por cá só se veja quinta dos carvalhais, serrado,cabriz e mais nada....
Por acaso provei o Encruzado da fonte do gonçalvinho e foi totalmente diferente dos encruzados que já encontrei...vinho dificil...sim

Pingus Vinicus disse...

Concordo Rui. Concordo. É efectivamente um vinho bem diferente.
Um abraço