quarta-feira, abril 16, 2014

Fonte de Gonçalvinho: Encruzado

Fazia algum tempo que não bebia este vinho. Não lembrava como ele era, ao que cheirava, ao que sabia. Tinha na memória que eram menos de seis centenas de garrafas. Tratava-se de uma experiência, uma introdução à casta. Basicamente era ver o que dava. E deu numa coisa interessante, com personalidade, com muito cariz.


Em dois mil e catorze, quatro anos após a colheita, este vinho branco mostrou-se tenso e robusto, suportado por uma frescura altiva. Um vinho que, vejam lá, melhorava com a decantação, com o arejamento, com a espera, com a paciência. E a indiciava que estaria longe de definhar.


Pareceu-me, ainda, que não seria ou será vinho para todos, mas é vinho, certamente, para quem gosta de experimentar vinhos brancos que se comportam como vinhos tintos. Que resta dizer mais? Que custa menos de cinco euros, mas que vale mais.

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