quinta-feira, fevereiro 05, 2015

José

Fazer homenagem a alguém ou a alguma coisa é um acto que merece ou devia merecer todo o respeito. O respeito aumenta se essa pessoa ou pessoas tiveram ou desempenharam um papel importante na nossa ou na vida de outros. No entanto, há um chorrilho de homenagens que significam muito pouco ou nada e que servem apenas para pagar o que estava em dívida ou para se ficar bem visto. Homenagens vazias de conteúdo, sem sentido, tal como aquela boa sorte que se deseja de forma dissimulada. Acabam por banalizar o conceito, a ideia, torná-la num lugar comum.


Este vinho tem a dignidade mais que suficiente, após onze anos enclausurado, para servir de real homenagem a quem de direito. Um vinho com um nome de alguém com importância para os homenageantes


Nestes casos, em que se sente genuinidade no acto, em que se reconhece que a homenagem foi sentida, tem significado, não é inócua, o silêncio ou parcimónia vocabular é a melhor forma de respeitar o nome e o vinho. Que se beba lentamente, que se aprecie, sem pressas. O vinho e a pessoa merecem.

3 comentários:

Anónimo disse...

Qual o ano e quem era ou é o José?
Onde se vende?
Quais as castas, solo, orientação da vinha, processo de fabrico,....?

E já agora, é bom?

Anónimo disse...

Está a ver Pingus? Não pode fugir às grandes questões blogueiras, assustando a concorrência e provocando eco em muito crânio meio vazio!
Um bem haja pela sua loucura sã e fazemos votos que continue a brindar-nos com a sua humanidade!
Cumprimentos

João Afonso

Anónimo disse...

E o preço? Ou foi à borla?