segunda-feira, abril 27, 2015

ALLGO Branco

Andava há tempo para traçar umas linhas sobre o vinho, nem que fosse só para referir-me, simplesmente, a ele. E mantendo-me fiel ao modo, serão breves as considerações sobre o dito. 


Um vinho que surpreendeu bastante. Fiquei com a convicção, no meio de tantas provas feitas no dia, no meio de outros vinhos mais ou menos semelhantes entre si, que tinha ali algo que merecia efectiva atenção, tempo e consideração. Um branco cheio de tensão, com muito nervo, com uma forte carga mineral, em que a frescura rasgava a boca a toda a largura. Com personalidade vincada.


Fiquei com a convicção de que tinha ali algo que iria aguentar o tempo, evoluir, crescer, dominar-se e amadurecer. Resta assinalar mais um aspecto curioso. No lote que integra o vinho, surge uma casta que, apesar de algumas replantações aqui ou além, tende a desaparecer no Dão: uva cão. É al(l)go , portanto, para seguir com toda a atenção.


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